segunda-feira, 16 de dezembro de 2013

E agora depois da farsa do aquecimento global?



E agora que os cientistas estão admitindo que estamos entrando numa nova era glacial?
 
O mundo todo foi enganado, meu caro! E com a queda do muro de Berlim, o capitalismo passou a nadar de braçada!
O aquecimento global, o buraco na camada de ozônio, os níveis de CO2, os derretimentos das geleiras do ártico, fenômenos que sempre foram naturais e cíclicos; agora passavam a ser causados pelo homem.
E para fazer valer essa farsa algumas providências eram necessárias:
Legitimar essa farsa através do IPCC e da ONU.
Derramar grana sobre técnicos que se prestassem a defender essa farsa em seus projetos, e negar recursos aos que se opunham a isso.
Diretamente sobre o ambientalismo brasileiro também foram tomadas algumas providências pontuais:
Uma delas foi abrir a questão ambiental para a “massa”.  O que antes era tratado por especialistas, agora era de domínio da população leiga: A questão ambiental! Qualquer cidadão que se propusesse a recolher e exterminar um caramujo africano era considerado Ecologista! Salvem as baleias!!! Salvem os botos cor de rosa!!! Salvem os golfinhos!!! Salvem as tartarugas!!! Salvem os sapinho e os micos leões dourados!!! E injeta grana nas ONGs!!!
Enfim, o meio ambiente estava em tudo! Era tudo! E por ser tudo, se desfazia em nada!
No IBAMA, particularmente, trataram de encostar os Engºs Florestais e Agrônomos que sempre tratavam de desenvolvimento e produção. Era a vez dos Biólogos que se prestavam mais a se debruçarem sobre os microscópios, coleiras, pulseiras e radares para monitorar os sapinhos flamenguistas e correrem atrás das antas... sem se preocuparem com as questões sociais.
Passaram a cuidar dos bagres ao invés das hidrelétricas. Criar, de qualquer forma, as Unidades de Conservação sem se preocuparem com as populações tradicionais (atingidos pelos Parques). Cuidar das tartarugas em detrimento dos pescadores. Fabricar ícones e vender aos turistas com o suor da massa trabalhadora de mão-de-obra barata. E o projeto Tamar feliz da vida mostrando que com a venda das camisetas das tartarugas, nos shoppings centers, finalmente o pescador podia comprar um fogão e um aparelho de som! Maravilha de progresso social!!! Sem esclarecer que os grandes conglomerados  internacionais pesqueiros continuavam a matar milhares de tartarugas em alto mar...
E abriram concurso para Analista Ambiental do IBAMA onde só precisava ter o 2º Grau completo. Era o que faltava para os ecologistas invadirem os órgãos ambientais do governo. Bastava ter um “QI” alto, uma “consciência ambiental” e pronto. Estava estabelecida a nova ordem mundial: O preservacionismo!
Mas e agora? Como vai ser quando essa farsa se consolidar e o IPCC etc... caírem em descrédito? Com vai se comportar o mercado? O que será dessa indústria ambiental que gera muita grana? Como vão sobreviver aqueles que, feito rêmoras, comem as migalhas e sobras dos grandes tubarões? É esperar para ver, meu caro! Esperar!
Mauro Zurita Fernandes - Geógrafo

quinta-feira, 28 de março de 2013

Para pensar o desenvolvimento sustentável

Interessante essa questão da "Visibilidade" identificada por Marcel Bursztyn no livro "Para Pensar o Desenvolvimento Sustentável", ao se referir às ações ambientais dos Órgãos do Estado numa tendência de desvio do foco dessas ações dos fins para os meios, dos atos para os atores, causado segundo ele, pelo efeito colateral do crescimento vertiginoso da consciência sócio-ambiental. Um bom exemplo disso é o caso do criadouro comercial de javalis instalado dentro e no entorno de várias Unidades de Conservação estaduais e municipais em Nova Friburgo/RJ.

Quem tem a oportunidade de ler os processos de licenciamento, de solicitação de supressão de vegetação e de Auto de Infração referentes ao caso, percebe que trava-se na verdade uma guerra de atribuições de responsabilidades, entre todos os atores envolvidos, enquanto que o problema em si (Javali x Bioma - ou seja: a atividade comercial versus proteção ambiental) vai sendo preterido.

Outra questão interessante que o autor coloca muito bem nesse livro é o processo suigeneris de criação da SEMA e do IBAMA e o seu papel centralizador das políticas ambientais inclusive de setores produtivos, num contraponto com o neoliberalismo praticado com mais ênfase nos últimos 15 anos, promovendo o seu enfraquecimento, deixando perplexo o Estado que se vê no "dilema shakesperiano" (Ser ou não ser atribuição do setor público).

Então a gente começa a entender que esses mecanismos burocráticos do dia a dia da Instituição no trato das demandas sócio-econômicas do IBAMA, e eu volto ao caso dos Javalis, está inserida nesse modelo caótico de gestão cujos atores envolvidos assimilando as incongruências do processo, passam a responder no mesmo grau de ineficiência, permitindo assim que as questões de interesses setoriais fortes possam se sobrepor aos interesses ambientais.

A questão dos transgênicos e o surgimento do Instituto de Florestas vem explicar um pouco esse processo que quer nos mostrar que talvez estejamos vivendo o momento de retomada da visão empresarial do uso dos recursos naturais.
Assim, enquanto o governo não promover uma ampla reforma das Instituições públicas definindo seus papéis nesse novo contexto político, restará a todos nós caminhar no meio desse pântano de solo instável onde uma e outra pedra, podendo ceder a qualquer peso mais incisivo, poderá levar o incauto aventureiro para um chão de lamas.

É preciso dar uma Identidade ao IBAMA e definir claramente o seu novo papel no atual quadro político brasileiro. E isso só poderá ocorrer quando o Governo definir claramente qual o seu papel nesse contexto.

Mauro Zurita Fernandes
Analista Ambiental/IBAMA-Nova Friburgo/RJ.

Novembro de 2004.
 

sexta-feira, 18 de janeiro de 2013

Lambari ou peixe graúdo?

"pegar lambarizinho é muito mais fácil que pegar peixe graúdo".
"até agora a polícia está prendendo apenas os peixes miúdos enquanto os graúdos
estão soltos." Luiz Inácio Lula da Silva - Presidente do Brasil / 27/03/2003.
O GLOGO - 28/03/2003 pág. 4
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"A vez do socioambientalismo"

A relação homem - recursos ambientais assume algumas particularidades e está diretamente ligada às classes sociais e conseqüentemente à forma como se processa essa relação.

A população pobre, que geralmente mantém uma relação de ponta, direta e efetivamente alteradora do meio natural, que se situa na base da pirâmide social, é a que está, e sempre esteve, mais exposta ao raio de ação das Instituições ambientais fiscalizadoras. (Veja que no tráfico de animais silvestres, por exemplo, a grosso modo, o pobre captura/transporta, o médio distribui e o grande coordena). E os Órgãos ambientais não possuem capacidade técnica, nem o costume cotidiano em suas ações, de tentar atingir o topo dessa pirâmide.

Prendem-se o peão que corta o mogno e não o Barão exportador.  Multam-se o produtor rural, posseiro, meeiro, e não o latifundiário residente na capital. Multam-se quem captura, transporta o animal silvestre e não aquele que exporta e/ou recebe lá fora, a carga.

Um parêntese: (No contraponto, porém ainda numa política protecionista dos mais
privilegiados, aparece agora a figura da pessoa jurídica. 50 milhôes que incidem sobre o nosso Petróleo, pois não se podem multar os responsáveis físicos poluidores de uma baia.)

Essa relação do pobre com o meio ambiente geralmente é vital. É embasada em modos de sobrevivência. É uma forma da qual ele não tem como abrir mão, visto que não há, à sua disposição, meios alternativos nessa relação para a qual ele possa migrar.

Assim essas classes menos favorecidas têm sido, desde muito tempo, o alvo natural, e mesmo inconscientemente preferido dessas Instituições ambientais de fiscalização.

Se somarmos a isso, a nova Lei de Crimes Ambientais que, de certa forma, sob uma ótica oblíqua de seu entendimento, potencializa as penas e multas nesse segmento, poderemos imaginar o poder de destruição de uma classe social que se pode produzir a partir de um projeto de execução leviano alimentador de injustiças.

Sinceramente, me recuso a imaginar que o IBAMA criou a classe de Analistas Ambientais dando-lhes poderes de fiscalização, que não seja para revolucionar esse atual modelo de fiscalização arcaico e decadente.

Por uma fiscalização mais técnica!

Mauro Zurita Fernandes

Em 2008.

sábado, 24 de março de 2012

Brincando de "Pirâmide Social"


Então, no caso das inserções de indivíduos/grupos em nossa pirâmide social onde colocaríamos os nossos índios?

Um Pajé, por exemplo, que teria o mesmo papel de um médico ou psicólogo, onde seria inserido? E o Cacique? E o índio comum? E a índia mais bonita e gostosa que quisesse posar nua? Onde seriam incluídos?

O PROJETO TAMAR já teve essa experiência de inclusão e colocou os pescadores mais influentes da Bahia como "Fiscais das Tartarugas" ganhando 90 reais por mês.

E um extraterreno que chegasse na Terra com muita tecnologia e poderio bélico invejável? Seria assessor de Presidênte da República?

E se encontrássemos, na lua por exemplo, seres humanos inferiores e trouxéssemos para a Terra, em que classe enquadraríamos eles? Não é pra responder... é só pra
refletir...

Zurita

sexta-feira, 15 de julho de 2011

Vamos reciclar nossos conceitos?

Devemos ficar preocupados com o que, e de que forma estamos usando a Educação para o Meio Ambiente em nosso país. Que papel, nós Educadores, estamos exercendo? Qual o conteúdo, o método, forma e foco utilizados e os objetivos que estão sendo alcançados e se têm havido efeitos colaterais?...


Então, segue abaixo uma coleta seletiva de lixo:

Por exemplo: Não se falam dos benefícios do plástico. Mas estou cansado de ouvir dizer, de forma crítica, que o plástico demora 300 anos, ou mais sei lá, para se decompor.
Graças a Deus que é dessa forma, senão as instalações hidráulicas e elétricas que fiz em minha casa teriam que ser refeitas periodicamente.
A garrafa "PET" tem sido usada como símbolo do preço negativo do "progresso". E dessa forma queremos reaproveitá-las para tudo, sem saber que esse reaproveitamento inviabiliza a sua reciclagem. Até árvore de natal ensinam a fazer, com elas. Só que essas árvores de natal vão ser postas lá nas pracinhas das favelas e não na lagoa Rodrigo de Freitas. E esquecemos que o PET, além de viabilizar economicamente o transporte de produtos, não produz "chorume", não contamina o solo, não emite gases, não envenena os peixes, não assoreia as coleções hídricas etc... da forma que imaginamos os outros lixos. Mas basta poluir o visual e pronto! É tudo o que a sociedade não quer ver...
Você compraria um armário duplex em madeira aglomerada? Você paga mais caro porém prefere um armário em cedro, imbuia ou mogno maciços, proveniente da Amazônia. Da mesma forma acho que você não construiria o telhado de sua casa com madeira de eucalyptus, mesmo tratada. Muitos preferem, ainda, não arriscar e usar a maçaranduba.
Você não compra, na feira ou no mercado, aquele tomate nanico e cheio de pintas pretas, não é mesmo? Prefere os maiores, durinhos, brilhosos e sem manchas, provavelmente resultado do intensivo uso de agrotóxicos, "dizendo" para o produtor que se não colocar VENENO eu não compro.

Continuamos culpando nossos alunos pelo desperdício do uso de papel escolar (oriundos de árvores plantadas) e mostrando a eles como reciclá-lo, ao passo que fechamos os olhos para os desusos que se verificam em nosso latifúndios cercados com madeira nativa.
A gente não fala, porque não percebe, que os focos de fumaça dos fogões a lenha dos lares rurais e sub-urbanos de nosso país, aumentam numa relação direta com o aumento do preço do gás de cozinha e com o consumo de lenha nativa.
A gente, volta e meia, conta pros nosso alunos a estorinha do passarinho que tenta apagar o incêndio na floresta fazendo a sua parte independente dos outros e dos resultados alcançados. Caramba! Que exemplo de impropriedade, ignorância, individualidade e falta de feedback que estamos dando para eles!!!
A gente passa fome mas coloca a luva e recolhe, mata e elimina todos os caramujos africanos de carne deliciosa e nutritiva que se proliferam em nosso quintal, por conta de uma isteria coletiva acusando-o de transmitir doenças que a Fiocruz afirma que eles não transmitem. Fazemos isso por conta de destruírem florestas e plantações que nunca se confirmou. Tudo isso para que esses caramujos não dividam a nossa mesa e o mercado com os importados escargots franceses.
Eu me culpo e culpo meu pai por destruir a camada de ozônio, por continuar usando aquela geladeira e o ar condicionado velhos que deixam escapar o CFC, sem que se tenha comprovação científica dessa destruição, e assim contribuo para fortalecer o imperialismo norte-hemisferiano, pois se antes o Brasil não pagava hoyates na compra do CFC, agora paga para comprar os seus substitutos.

Eu me presto a incentivar os órgãos ambientais em transformar, da noite pro dia, meus compatriotas em criminosos ambientais por não encontrarem meios e modos de sobreviver de outra forma, mesmo que eu esteja me prestando também a conservar nossos recursos naturais produtivos para que os povos ricos possam usurpar-nos.

Eu recolho o óleo de soja usado e faço sabão, para não ir ralo abaixo. E depois "lavo as minhas mãos" com o mesmo sabão que vai para o ralo junto com a soda cáustica, o corante, etc...

Abominamos o uso do fogo agrícola (queimada controlada) como a forma mais acessível ao pequeno produtor rural para renovação de sua lavoura, ao passo que ficamos todos EMBASBACADOS nos deslumbrando com milhares de toneladas de fogos de artifício sendo queimandos e expelindo gases tóxicos na atmosfera só para comemorar o ano novo, na beira da praia...
Eu não posso queimar meu lixo no meu quintal pois me acusam de liberar dioxinas e matar de cancer todos os meus vizinhos, além de contribuir para alterar o clima no planeta. Mas o vulcão ali no Chile pode liberar toneladas e toneladas de cinzas e gases tóxicos de toda sorte, sendo que, o que me incomoda são os atrasos nos vôos de avião que vão me levar, nas minhas férias, para Bariloche para eu poder ver a neve cair, cinza que seja...Que lindo...


Feita essa coleta, que tal fazermos uma verdadeira reciclagem???

domingo, 3 de julho de 2011

Sobre a falácia do aquecimento global, nas escolas.

É muito bom que os alunos questionem, perguntem, critiquem seus professores
e palestrantes quando afirmam que o homem é o culpado por um dito aquecimento global que na verdade ainda não está científicamente provado.

Temos que constranger esses palestrantes. Essa falácia não pode prosperar mais.

Abaixo segue um vídeo como material lúdico:

Mauro Zurita

"Uma das minhas preocupações é que o assunto já está sendo tratado nos livros de
Ciências que as crianças usam e parece que vamos formar uma geração inteira, ou
mais, baseados em afirmações , ou "dogmas", sem fundamento científico". - Molion

segunda-feira, 6 de junho de 2011

Poluições, dioxinas, gases tóxicos... E a natureza nisso?

Quantas chaminés e escapamentos são precisos para superar a força de um vulcão?

EFEITO POTENCIAL DOS GASES VULCÂNICOS
Os gases vulcânicos que possuem o maior potencial de perigo para as pessoas, animais, agricultura e propriedades são o Dióxido de Enxofre, Dióxido de Carbono e Ácido Fluorídrico.

Erupções vulcânicas podem produzir quantidades letais de gases tóxicos, mas exposições de longa duração a doses pequenas desses gases também podem se tornar um significante perigo. Localmente, o Dióxido de Enxofre pode provocar chuva ácida e poluição do ar. Devido ao fato que o Dióxido de Carbono é mais pesado do que ar, pode fluir para áreas baixas e concentrar-se no solo.

A concentração do CO2 nessas áreas pode ser letal para as pessoas, animais e vegetação. Algumas erupções históricas liberaram componentes de flúor suficientes para deformar e matar animais que pastaram sobre a vegetação coberta com cinzas vulcânicas; os componentes de flúor tendem a tornarem-se concentrados nas partículas de cinzas de pequena granulometria, que podem ser ingeridas por animais. Globalmente, grandes erupções explosivas injetam enormes volumes de aerossóis sulfurosos na atmosfera podendo levar ao rebaixamento da temperatura média global e promover a diminuição da camada de Ozônio.

Ainda que os gases vulcânicos são diretamente responsáveis por aproximadamente 3% das mortes relacionadas com vulcões entre o período de 1900 e 1986, a maioria dessas mortes ocorreu em períodos não eruptivos, eles são todavia perigosos e responsáveis por mortes a cada ano, inclusive de vulcanólogos.

http://vulcanoticias.com.br/portal/vulcanologia/gases-vulcanicos

domingo, 5 de junho de 2011

O Aquecimento global é isso! Um grande negócio... (um vídeo)

Vejam esse vídeo da novela Insensato coração:
http://www.youtube.com/watch?v=slRsHiu2xyE

"Cortez diz que acha perda de tempo "papos ecológicos", mas deixa Léo continuar. "Precisa de um investimento de 200 milhões de reais para expandir. O retorno previsto é de 15% em um ano. É só falar de aquecimento global, do acidente atômico no Japão, dos conflitos no Oriente Médio ameaçando o fornecimento de petróleo no mundo, e você convence qualquer pessoa de que as formas alternativas de energia são o futuro", afirma o vilão."
Insensato coração - Dia 30/05/11

REDE GLOBO E VOCÊ, TUDO A VER!
Zurita.

sexta-feira, 3 de junho de 2011

TENDE BOM ÂNIMO

O cirurgião ao abrir o abdome de um paciente, visando extirpar-lhe o mal que o aflige, por sua vez também o debilita e o enfraquece. Porém, depois da intervenção praticada, o médico nada mais pode fazer além de contar com a boa vontade do organismo do paciente em reagir. “Que Deus o ajude...”

Então, é cruzar os braços e rezar, por mais conhecimento, remédios e aparelhos de que se possa dispor.

Então é nesse momento que entra em cena a força da cicatrização, essa mesma magia que transforma o ruim em bom, o mal no bem, o triste no alegre, o errado no certo, o choro na alegria, a noite no dia...

Essencialmente é essa a força da vida, da natureza, do que deu certo nesse cosmos, essa força divina.

Se o osso quebra, o músculo distende, os dentes caem, a veia rompe, a pele rasga..., e mesmo sem médico, mesmo assim nada disso detém o homem, pois se há “ânimo”, seu corpo cicatriza, e se adapta, e prossegue em frente.

O mesmo acontece com a vegetação que se suprime, com as águas que se contamina..., com os solos que se revolve..., com o ar que se polui...

E é em função dessa força cósmica, que se pode afirmar que amanhã será um dia melhor do que hoje... ou nada como um dia após o outro... ou não há mal que sempre dure...

A força da semente que, mais cedo ou mais tarde, germina...

Mas se adoecemos, (e só se adoece quando se perde o “ânimo”), somos fadados à morte inexoravelmente.

E se morremos, caramba! Que força e rapidez de tempo é essa que nos decompõe e nos apaga? A necessidade de vida é tão imperiosa a ponto de se ter que sumir com todos os vestígios do que não vive mais, incorporando-o ao meio, à cadeia alimentar, ao cosmos. Se vivos, somos alimentados. Se mortos, alimentos.

O homem é um objeto da natureza. Dela vem e para ela vai. A natureza é o berço e não a mãe. Ela não adoece. Ela é a matéria-prima e não o produto. Ela permite a vida e ampara a morte, sempre! Ela compõe e decompõe. Ela não obedece, determina.

Vejam as imensas reservas de carvão mineral no subsolo do sul do Brasil, por exemplo. Quem diria... São originárias de uma imensa destruição da vegetação ali existente, soterradas por lavas de vulcão. E hoje, com tudo isso estamos aqui. É a natureza se reconstruindo.

E ainda tem cristão achando que o homem destrói a natureza, o planeta!

Se for isso, destrói também a Deus... E esse pensamento não é tão cristão assim...

"Homens de pouca fé!"

E então a gente depreende que a morte essencialmente faz parte da vida e que estar vivo, manter-se vivo e com ânimo, é o que Deus deseja.

A vida é uma imposição da natureza e divina, onde a morte é apenas um mecanismo de melhorar a qualidade dessa vida, tornando o ser humano (os seres vivos) mais resistente e mais adaptado e preparado para viver nessa dinâmica universal.

E nesse aspecto percebe-se que o homem equivocadamente preocupa-se em manter preservada a biodiversidade, interrompendo, em algumas espécies, seu ciclo de nascimento e morte, ignorando a força da natureza, simplesmente por interesses econômicos e não pelo aprimoramento das espécies, da vida, no planeta.

Desculpem-me os conservadores, mas nossos filhos são e sempre serão mais ágeis e melhor adaptados do que nós. Por isso, nós os pais, temos que morrer.

Assim funciona o cosmos e não há nada que detenha essa força que o impulsiona para a vida, pois fosse de outra forma não estaríamos aqui hoje.

Então não nos preocupemos com a natureza. Preocupemo-nos conosco, com a nossa boa vida nessa Terra, e com qualidade. E nesse aspecto, nós os pais, temos um novo papel a desempenhar, que a vida em sociedade nos impôs. Ou seja, a nossa socialização.


“Um mundo melhor para os nossos filhos, ou filhos melhores para o nosso mundo?”

Agredimos mais a natureza quando concentramos os recursos naturais disponíveis em alguns poucos em detrimento de outros tantos... Agredimos ela quando produzimos pobreza e iniquidade... Quando produzimos pessoas fracas e oprimidas... Quando cometemos injustiças e violências... Quando matamos deliberadamente... Quando prorrogamos a todo custo a vida no planeta.

Somos nós, os humanos, que promovemos o “desânimo” em nós mesmos, nos animais e nas plantas. Provocamos a fome, a miséria e a debilidade, ao passo em que a natureza disponibiliza-se para todos e sempre. Pois a natureza, por si só cicatriza. Nós? Só se tivermos ânimo.

Assim disse Jesus: “Tenho-vos dito isto, para que em mim tenhais paz; no mundo tereis aflições, mas tende bom ânimo, eu venci o mundo.” JOÃO 16,33

Mauro Zurita Fernandes

domingo, 29 de maio de 2011

Repressão às drogas custa caro e não funciona.

Em verdade eu vos digo que nunca gostei de FHC. Sempre o achei presunçoso, vaidoso e um intelectual elitista. Mas devo admitir que adorei sua manifestação a favor da descriminalização das drogas.

Não que eu seja viciado, não sou e nunca utilizei drogas, mas sempre esteve muito claro pra mim que a repressão às drogas, nesse modelo que está aí, é um enorme erro.

Esses 2 textos abaixo foram escritos, por mim, em março de 2002:

Texto 1:
Nestes 15 minutos que reservei para escrever esta mensagem, de certo numa dessas "bocas de fumo" dos centros urbanos deste imenso país, foram vendidas 10 ou 15 trouxinhas de maconha ou cocaína faturando perto de R$ 70,00.
Regra de três:
R$ 70,00 - 15 minutos
R$ 6.720,00 - 24 horas.
Esse dinheiro dá pra comprar tudo, inclusive advogados, juizes, matadores, políticos, carcereiros, empresários, celular pré e pós-pago, armas, crianças, bandidos, homens de bem, etc...

E se fosse possível vender maconha e cocaína nas farmácias, ao invés de vender nos morros?

E se a cachaça que vicia, alucina, infelicita e mata muita gente, fosse proibida nos bares e vendida somente nos morros???
Somos todos cegos e não queremos andar pelas ruas vendo pessoas se drogando, não é mesmo?
Cachaça são outros 500?!?!?!

Texto 2:
Quer fumar maconha? Vai na farmácia e compra. Custa R$ 8,00
Desse total:
2 (dois) reais são para estruturar a Polícia,
1 (um) real para financiar campanhas contra o uso de droga,
1 (um) real para financiar tratamentos de saúde para os viciados,
2 (dois) reais para o farmacêutico pagar seus custos com a venda,
2 (dois) reais para financiar projetos contra a fome e a miséria.

Quer cheirar cocaína/ Vai na farmácia e compra. Custa R$ 10,00. Desse total....

Quer beber cachaça? Vai no boteco e compra. Custa R$ 3,00. Desse total....
Quer continuar com a hipocrisia? Vai na favela e compra maconha, cocaína e passa lá no bar da esquina...

Segundo a ONU, no Brasil, de cada 200 pessoas, 1 usa cocaína e 3 usam maconha. E somente por causa dessa minoria o governo consome zilhões de reais combatendo quem vende essas drogas a eles.
Se esses recursos fossem investidos em hospitais públicos de desintoxicação de viciados e em campanhas de combate ao consumo de drogas, teríamos resultados bem melhores. Mas para isso o governo teria que administrar o fornecimento e uso dessas drogas.

Mauro Zurita Fernandes

sexta-feira, 27 de maio de 2011

A Mata Atlântica em poesia

Hoje é o dia da Mata Atlântica.
E não se pode comemorar
Restam dela só dez por cento?
Mas a gente desvia o olhar

Animais em migração
Da vida livre pro alçapão
Vivem doidos a gritar
Mas a gente desvia o olhar

As cidades estão crescendo
Muitas casas pra morar
E a mata indo embora
Mas a gente desvia o olhar

Abrem estradas na encosta
Pois nas casas querem chegar
Quando chove, tudo escorrega
Mas a gente desvia o olhar

Nossos rios poluídos
muita química no ar...
As indústrias avançando
Mas a gente desvia o olhar

Criam áreas protegidas
Que enfim já são por lei
E o resto ao Deus dará
Mas a gente desvia o olhar

Todo foco é pra Amazônia
Gritam que vai acabar
Ainda temos oitenta por cento dela?
Mas a gente desvia o olhar

segunda-feira, 9 de maio de 2011

A HISTÓRIA DO ESCARGOT QUE FOI REBAIXADO A CARAMUJO

A HISTÓRIA DO ESCARGOT QUE FOI REBAIXADO A CARAMUJO

Você conhece alguém que tenha contraído doença transmitida pelo caramujo africano? Claro que não conhece, porque este molusco não causa doença nenhuma.

Ele também não destrói as matas como apregoam.

ISSO FOI UM GRANDE ESQUEMA CRIADO VISANDO ERRADICAR ESSA ESPÉCIE DO BRASIL.

E você sabe quem “forçou” o IBAMA a publicar uma Instrução Normativa ERRADICANDO essa espécie do Brasil? Se você respondeu que foi o Ministério da Saúde, errou!!!
FORAM OS CRIADORES DE ESCARGOT!!!
Isso porque o Caramujo Africano era uma opção de escargot mais fácil de criar, mais econômica, mais saborosa e mais nutritiva. E, possivelmente, com medo da concorrência eles criaram esse mito.

E passaram a chamá-lo de “caramujo” para associa-lo ao caramujo brasileiro transmissor da esquistossomose.

E TEM MAIS: O caramujo africano secreta uma substância altamente cicatrizante. Mas a pesquisadora que descobriu essa substância teve a patente negada pelo INPI, e não se sabe porque.

É de se estranhar que num país de famintos, as pessoas fiquem matando esse delicioso e nutritivo molusco jogando sal neles e enterrando-os. Além de ser um santo remédio!!!

TABELA 2 - Composição centesimal dos escargots das espécies Achatina fulica e Helix aspersa maxima
Água (%) Achatina: 82, Helix: 84,97
Proteínas (%) Achatina: 15, Helix: 12,35
Glícides (%) Achatina: 2, Helix: 0
Lípides (%) Achatina: 0,8, Helix: 0,56
Calorias/100 Achatina: 76, Helix: 80
Cálcio(mg) Achatina: 170, Helix: 170
Ferro(mg) Achatina: 3,5, Helix: 3,5
Magnésio(mg) Achatina: 250, Helix: 90
Zinco(mg) Achatina: 2,2, Helix: 2,2
Vitamina C (mg) Achatina: 15, Helix: 0
_______________
 
http://www.caviarmore.com/buy-caviar/french-escargot-achatines-28-oz..html

Nesse link acima você pode importar o Caramujo Africano enlatado, diretamente da França a preço de 17,50 dólares.

No Brasil só podemos matá-los jogando cal, queimando e enterrando. É a TEORIA DOS INSETOS, "NA LATA"!

http://www.blogdozurita.blogspot.com.br/2011/03/teoria-dos-insetos.html

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TRAJETÓRIA HISTÓRICA DO ACHATINA
(por Mauro Zurita Fernandes)

1º - Alguns criadores importam o Escargot Africano para iniciar a criação. A criação torna-se bastante produtiva e bem competitiva perante os escargots europeus.
2ª - Em 1998 é criada a Lei de Crimes Ambientais.
3º - No mesmo ano o IBAMA cria a Portaria 102/98 que considerou ilegal a criação de animais exóticos sem autorização, onde o Escargot Africano se enquadrava.
4º - Com medo de serem multados os criadores de Escargot Africano se livram de suas criações soltando-os na natureza.
5º - Em 2001 é criada uma comissão interistiucional para ordenar e normatizar a criação do Escargot Africano.
6º - Em 2004 o IBAMA de São Paulo publica a Lei Estadual 11.756 proibindo a criação e comercialização do Escargot Africano.
7º - E, por fim, em 2005 o IBAMA/SEDE publica uma Instrução Normativa 73, proibindo a criação e comercialização do Escargot Africano.

O fato é que até hoje não se constatou nenhuma doença ou destruição causada pelo Africano.

Tirem vocês mesmos suas conclusões...
_______



Comissão interistiucional para ordenar e normatizar a criação do Escargot Africano.(2001)
 “A presente Comissão conclui que a criação comercial de Achatina fulica é social e economicamente viável desde que conduzida segundo as diretrizes propostas de modo a não agredir o meio ambiente e preservar a saúde pública.”
A Comissão Interinstitucional é composta dos seguintes membros:
1- Dra Vera Lucia Lobão – Pesquisadora Científica VI - Centro de Pesquisas em Aqüicultura do Instituto de Pesca – Coordenadora da Comissão
2- Dr Hélcio Luis de Almeida Marques – Pesquisador Científico V - Diretor do Centro de Pesquisas em Aqüicultura do Instituto de Pesca
3- Dr Luiz Frosch – Biólogo Pesquisador – Setor de Ecossistemas - Área de Pesca e Aqüicultura – IBAMA/SP
4- Arnaldo Mauro Helmec – Engenheiro Sanitarista – Centro de Vigilância Sanitária – Secretaria da Saúde do Estado de São Paulo
5- Carlos Alberto Funcia – Engenheiro Agrônomo - Associação de Engenheiros Agrônomos do Estado de São Paulo
6- MSc. Sylvio Cesar Rocco – Biólogo Sanitarista – Mestre em Saúde Pública pela Faculdade de Saúde Pública/USP - Doutorando do Instituto Adolfo Lutz da Secretaria da Saúde do Estado de São Paulo e estagiário do Instituto de Pesca
7- Dr Pedro Pacheco – Professor Doutor – Heliciário Experimental da Faculdade de Medicina Veterinária e Zootecnia / USP
8- Dra Maria de Fátima Martins – Professora Doutora – Heliciário Experimental da Faculdade de Medicina Veterinária e Zootecnia / USP
9- Carlos Schmidt – Diretor da Cooperativa Agroindustrial de Escargots Cantareira
10- Maria Aparecida Benedita Bortolazzo – Bióloga – Assistente de Pesquisa Científica e Tecnológica do CPAqüi / Instituto de Pesca
11- Ruy Carlos S. Crescenti – Produtor Rural – Associação Paulista de Criadores de Escargot (APACE)
12- Ana Rita de Toledo Piza – Acadêmica de Ciências Biológicas da Universidade São Judas Tadeu e estagiária do Instituto de Pesca – secretária da Comissão
13- Tapir Lagui – Produtor Rural - Heliário JHS
14- Gilberto José da Cunha - Produtor Rural – Associação Paulista de Criadores de Escargot (APACE)
15- Claudia Terdiman Schaalmann – Bióloga – Departamento Estadual de Proteção de Recursos Naturais (DEPRN) – Secretaria do Meio Ambiente – mestranda do PROCAN / USP
16- Gerson Lopes Palhares – Engenheiro Agrônomo - Faculdades Integradas Cantareira.

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ESSE É O AMBIENTALISMO BRASILEIRO!!!! Esse movimento social que há muito tem servido de instrumento legitimador de interesses econômicos pouco legítimos, se podemos chamar assim.
Mauro Zurita Fernandes - Geógrafo

http://www.redetec.org.br/inventabrasil/akatine.htm
Nesse link você lê sobre a descoberta da pomada cicatrizante.

http://translate.google.com/translate?hl=pt-BR&sl=en&u=http://en.scientificcommons.org/juliano_romanzini&sa=X&oi=translate&resnum=8&ct=result&prev=/search%3Fq%3DCarlos%2BGraeff%2BTeixeira%2Bfulica%26start%3D10%26hl%3Dpt-BR%26sa%3DNDom,%2010%20de%20Jun%20de%202007%201:39%20pmExibir%20op%E7%F5es%20da%20mensagemVer%20c%F3digo%20fonteUsar%20fonte%20de%20tamanho%20fixoDesativar%20quebras%20de%20linhas%22Mauro%20Zurita%20Fernandes%22%20%3Cmzfernandes@...%3EzuritageoOffline%20OfflineEnviar%20e-mail%20Enviar%20e-mail
Nesse enorme link acima você fica sabendo que o Caramujo Africano não causa as doenças de que o acusam.

http://taste.uol.com.br/news/templates/noticia.asp?idNoticia=3450
Nesse link você tem pratos requintados servidos em restaurantes, antes é claro, dessa farsa.

https://encrypted.google.com/url?sa=t&source=web&cd=3&ved=0CCoQFjAC&url=http%3A%2F%2Fxa.yimg.com%2Fkq%2Fgroups%2F17568192%2F995859686%2Fname%2FComiss%25C3%25A3o%2BInterinstitucional%2Bpara%2Bo%2BOrdenamento%2Be%2Ba%2BNormatiza%25C3%25A7%25C3%25A3o%2Bda%2BCria%25C3%25A7%25C3%25A3o%2Bda%2BEsp%25C3%25A9cie%2BEx%25C3%25B3tica.doc&ei=LhrFTZWnK4G3tgemkrymBA&usg=AFQjCNGuKlPFgFXON3TCkuN-vovS5zrijg
Nesse link acima você obtém um estudo completo do Achatina fulica que comprova sua excelente qualidade nutricional, textura e sabor, bem acima do tradicional escargot francês, entre outras comprovações científicas.


http://licenciamento.cetesb.sp.gov.br/legislacao/federal/inst_normativa/2005_Instr_Norm_IBAMA_73.pdf
Nesse link você obtém a Instrução Normativa 73/2005 do IBAMA, que proíbe a criação e comerialização do Achatina fulica.

Nos links abaixo você lê mais sobre esse assunto:

http://smtpilimitado.com/kennel/caracol2.pdf

http://projetocaramujoafricano.blogspot.com/2010/12/escargot-sem-preconceito.html

http://www.sovergs.com.br/conbravet2008/anais/cd/resumos/R1203-3.pdf

quinta-feira, 21 de abril de 2011

IBAMA o "testa de ferro" dos munícipes...

IBAMA, o "Testa de Ferro" dos munícipes, e de alguns segmentos sociais...

Especificamente no que diz respeito aos problemas de ocupações irregulares de
áreas urbanas, via de regra se percebe que o munícipe, obviamente por questões
de receio do confronto com seus representantes públicos municipais, tende a
incidir suas denúncias para o IBAMA e não para a municipalidade como deveria
fazer.

Isso se dá mais significativamente nos municípios onde o IBAMA tem uma unidade
de representação regional.

Em muitas ocupações urbanas irregulares sem o devido licenciamento junto aos
órgãos competentes (conforme a Lei de Uso do Solo Urbano), se vê claramente o
estabelecimento de vias de acesso, ligações de hidrômetros pela concessionária
de águas e esgotos, ligações de relógios de luz residenciais e iluminação
pública pela concessionária de energia elétrica, redes de telefonia fixa
instaladas, TVs a cabo, ruas com nomes de pessoas ilustres, placas do CREA
garantindo a autoria do projeto de construção das residências por mais humilde
que sejam, faixas de agradecimentos a vereadores e prefeitos, caminhões de
material de construção entrando e saindo, transportes escolares entrando e
saindo, redes primárias de esgoto sanitário instaladas, carteiros entregando
correspondências inclusive IPTU; Enfim um aparato institucional invejável.

E o munícipe indignado com tudo isso elege o IBAMA como o grande culpado de
tudo, posto que ele não atendeu à sua denúncia de agressão ao meio ambiente.

Notem que o munícipe não reclama na prefeitura essas ocupações irregulares.
Não reclama na concessionária de luz que instalou um relógio numa residência que
não tem habite-se. Não reclamou com o seu vereador que doou os tijolos para o
morador, etc...

O foco do munícipe não são as agressões às leis de ocupação do solo (cuja
responsabilidade de fiscalizar é do município, quando muito do estado), mas as
leis ambientais, principalmente que versam sobre desmatamentos (que também só em
última instância seriam de competência do IBAMA fiscalizar)

Óbvio que fica mais fácil para o munícipe reclamar e atribuir ineficiência a
uma Instituição que no seu imaginário estaria distante do círculo de ações
reflexivas, ou seja, distante das reações contrárias inerentes ao custo social
de uma denúncia ou uma crítica de inação institucional.

Só que essa prática não tem prosperado mais. Prosperava enquanto o IBAMA vivia
seu momento de apogeu no auge do movimento ambientalista nos anos 90 até 2000, e
anunciava-se unipresente e unipotente e dessa forma enfraquecendo o SISNAMA e
criando uma imagem de poder surreal obviamente insustentável.

Hoje, passada essa febre, o IBAMA surge mais enxuto tentando focar suas
atribuições precípuas definidas na lei e agindo de forma a pode contribuir para
o fortalecimento dos órgãos estaduais e municipais de meio ambiente. E a que
custo!

Mas isso o munícipe ainda não vê e insiste em utilizar o IBAMA como "Testa de
Ferro" fazendo denúncias até de gaiolas de passarinhos penduradas nas vias
públicas, e pelo fato de não ter suas denúncias atendidas ao seu jeito, por não
ter tido a resposta do IBAMA unipotente e unipresente que acreditava ter, surgem
as decepções.

Bem feito para os dois!

Mauro Zurita Fernandes

quinta-feira, 24 de março de 2011

Praia de Ipanema é uma restinga. Seu fim é questão de tempo... geológico.

Os imponentes prédios da Praia de Ipanema estão construidos sobre uma restinga. E a destuição desse bairro é uma questão de tempo... geológico mas é.

As restingas são exemplos crassos de que o clima não para e está em constante mudança promovendo sempre novas topografias e acidentes geográficos.

Se há culpa do homem nesse processo não é por conta da mudança do clima. Não mesmo!
Mauro Zurita Fernandes.


“As restingas começaram a surgir há milhares de anos, com o recuo do mar, e ainda hoje estão sob um dinâmico processo de montagem-desmontagem
Na formação das restingas entram quatro fatores básicos:

1. Oferta de sedimentos - areias; o tipo de sedimentos varia com as fontes, que em geral são as rochas costeiras, ou o material existente no fundo oceânico, ou trazido do interior do continente pelos rios.

2. Correntes de deriva - são as correntes paralelas à costa, formadas pelas ondas que chegam oblíquamente. Essas correntes transportam os sedimentos.

3. Obstáculos retentores - ilhas, recifes, pontais, etc, que barram o fluxo de sedimentos, formando bancos de formas diversas; obstáculo retentor também pode ser a força de saída da foz de um rio, formando uma barreira de água.

4. Variação do nível do mar - essa variação permitiu há alguns milênios atrás que os bancos de areia, antes submersos, fossem expostos como terra firme; a variação do nível do mar também determina a linha de arrebentação das ondas e o deslocamento dos bancos de areia. Quando o nível do mar sobe, o mar avança (transgressão), quando desce, ele recua (regressão), deixando bancos de areia e outros sedimentos - as restingas.”
http://litoralbr.vilabol.uol.com.br/restingas.htm

“Um dos motivos da baixa procura da “Praia da Restinga” para moradia eram as freqüentes enchentes provocadas pelas chuvas na Lagoa Rodrigo de Freitas, que, só possuindo um vazadouro para o oceano, alagava os terrenos circundantes, destruindo as casas.




Para resolver esse problema, apresentou o Barão de Ipanema um plano ao Govêrno Imperial para o saneamento da Lagoa. Pretendia o Barão captar as águas da Lagoa por enorme cano com um metro de diâmetro e conduzi-las por duto até a altura de Copacabana, onde desaguariam no Atlântico. O plano não foi adiante e é bem difícil que resolvesse alguma coisa, pois para Tal deságüe precisar-se-ía de duto muito maior. Só em 1920 foram realizados os canais que resolveram o problema.

Em 1920/22 essa ponte seria melhorada pelo Prefeito Carlos Sampaio, com projeto do engenheiro Francisco Saturnino de Brito (1864-1929) cujo filho, o também engenheiro Fernando Saturnino de Brito (1914-196?) era morador da Barão da Torre, 698; e, até 1938, foi a única ligação de Ipanema com Leblon.

Quando era dia de ressaca, o Leblon ficava isolado.

Diga-se a verdade, o Engenheiro Del Vecchio era o grande “remendão” das praias da zona sul, haja vista que ele reconstruiu as avenidas Atlântica, Vieira Souto e Delfim Moreira, após as três grandes ressacas que destruíramnas em 1918, 1921 e 1923.
http://www.sindegtur.org.br/2010/arquivos/ipanema.pdf

As ressacas são normais e históricas.