Com o homem e sem o homem...
domingo, 16 de fevereiro de 2014
sábado, 8 de fevereiro de 2014
ERA UMA VEZ NO IBAMA
Era uma vez no IBAMA.
Usuário: Alô? É do IBAMA? É que apareceu um filhote de passarinho no meu quintal...
IBAMA: Sim...
Usuário: E eu queria saber se posso cuidar dele?
IBAMA: Não! O Senhor não pode cuidar dele. Deixe que a mãe dele faça isso!
Usuário: Mas eu acho que ele caiu do ninho...
IBAMA: Sim! É normal filhotes caírem do ninho. Inclusive há mães que jogam o passarinho para fora do ninho para não comprometer os outros filhotes, em caso de doenças ou outra situação.
Usuário: Mas parece que ele caiu do ninho porque as crianças sacudiram a árvore.
IBAMA: Então deixa ele lá que a mãe vai cuidar dele.
Usuário: Mas os meninos pegaram o passarinho e trouxeram para o meu quintal.
IBAMA: Então pede para eles colocarem o passarinho no lugar onde pegaram.
Usuário: Mas se eles colocarem lá ele vai morrer. Tem uma gambá que anda toda noite por aqui.
IBAMA: Sim, provavelmente! Gambás comem passarinhos.
Usuário: Mas então eu não posso cuidar dele para que ele não morra?
IBAMA: Não!
Usuário: Então tenho que deixá-lo morrer no meu quintal?
IBAMA: Não! O senhor pode colocá-lo em algum terreno baldio próximo ao ninho.
Usuário: Mas a gambá certamente vai encontrá-lo e comê-lo.
IBAMA: É... certamente não sei, mas provavelmente sim!
Usuário: E se eu levar o passarinho aí no IBAMA?
IBAMA: Infelizmente o Sr. não pode ficar andando com o animal pela cidade. Vai que uma fiscalização pega o senhor, e como irá justificar a posse do animal?
Usuário: Então venham buscar o passarinho aqui em casa.
IBAMA: Infelizmente os procedimentos administrativos para o IBAMA ir até a sua casa são demorados e deve consumir alguns bons dias. Ligue para a prefeitura de sua cidade e veja se eles podem ajudar de alguma forma.
Usuário: A prefeitura aqui não faz nada pelos animais.
IBAMA: .......... (silêncio)
Usuário: Quer dizer que, mesmo assim, eu não posso ficar com ele.
IBAMA: Não! Este animal não está legalizado.
Usuário: E como eu posso legalizá-lo?
IBAMA: Não há como!
Usuário: Mas o meu vizinho tem um passarinho que foi legalizado pelo IBAMA.
IBAMA: Então o Sr. pergunte a ele como foi que legalizou e faça igual.
Usuário: Ele me disse que pagou 150 reais a um amigo e assinou uma procuração para legalizar junto ao IBAMA. E ele recebeu 2 anilhas, só que elas eram pequenas, então ele alargou as anilhas com uma ponteira e colocou nos passarinhos. Tem numeração e tudo.
IBAMA: Mas isso é ilegal!
Usuário: Mas o senhor me deu a orientação de “fazer igual a ele”.
IBAMA: Se o senhor fizer isso também estará ilegal!
Usuário: Mas o meu vizinho está com um passarinho. Mesmo ilegal, mas está, e eu não posso?
IBAMA: Então me passa o endereço do seu vizinho?
Usuário: ........ (silêncio)
Usuário: Então só me resta rezar pelo passarinho para que ele não morra?
IBAMA: .............. (silêncio)
Usuário: Alô?
IBAMA: Senhor, qual é o endereço do seu vizinho por favor?
Usuário: ......... (silêncio)
A ligação caiu...
Acho que agora, você possa entender melhor o que o
servidor do IBAMA quis dizer ao telefone, para o usuário...
Usuário: Alô? É do IBAMA? É que apareceu um filhote de passarinho no meu quintal...
IBAMA: Sim...
Usuário: E eu queria saber se posso cuidar dele?
IBAMA: Não! O Senhor não pode cuidar dele. Deixe que a mãe dele faça isso!
Usuário: Mas eu acho que ele caiu do ninho...
IBAMA: Sim! É normal filhotes caírem do ninho. Inclusive há mães que jogam o passarinho para fora do ninho para não comprometer os outros filhotes, em caso de doenças ou outra situação.
Usuário: Mas parece que ele caiu do ninho porque as crianças sacudiram a árvore.
IBAMA: Então deixa ele lá que a mãe vai cuidar dele.
Usuário: Mas os meninos pegaram o passarinho e trouxeram para o meu quintal.
IBAMA: Então pede para eles colocarem o passarinho no lugar onde pegaram.
Usuário: Mas se eles colocarem lá ele vai morrer. Tem uma gambá que anda toda noite por aqui.
IBAMA: Sim, provavelmente! Gambás comem passarinhos.
Usuário: Mas então eu não posso cuidar dele para que ele não morra?
IBAMA: Não!
Usuário: Então tenho que deixá-lo morrer no meu quintal?
IBAMA: Não! O senhor pode colocá-lo em algum terreno baldio próximo ao ninho.
Usuário: Mas a gambá certamente vai encontrá-lo e comê-lo.
IBAMA: É... certamente não sei, mas provavelmente sim!
Usuário: E se eu levar o passarinho aí no IBAMA?
IBAMA: Infelizmente o Sr. não pode ficar andando com o animal pela cidade. Vai que uma fiscalização pega o senhor, e como irá justificar a posse do animal?
Usuário: Então venham buscar o passarinho aqui em casa.
IBAMA: Infelizmente os procedimentos administrativos para o IBAMA ir até a sua casa são demorados e deve consumir alguns bons dias. Ligue para a prefeitura de sua cidade e veja se eles podem ajudar de alguma forma.
Usuário: A prefeitura aqui não faz nada pelos animais.
IBAMA: .......... (silêncio)
Usuário: Quer dizer que, mesmo assim, eu não posso ficar com ele.
IBAMA: Não! Este animal não está legalizado.
Usuário: E como eu posso legalizá-lo?
IBAMA: Não há como!
Usuário: Mas o meu vizinho tem um passarinho que foi legalizado pelo IBAMA.
IBAMA: Então o Sr. pergunte a ele como foi que legalizou e faça igual.
Usuário: Ele me disse que pagou 150 reais a um amigo e assinou uma procuração para legalizar junto ao IBAMA. E ele recebeu 2 anilhas, só que elas eram pequenas, então ele alargou as anilhas com uma ponteira e colocou nos passarinhos. Tem numeração e tudo.
IBAMA: Mas isso é ilegal!
Usuário: Mas o senhor me deu a orientação de “fazer igual a ele”.
IBAMA: Se o senhor fizer isso também estará ilegal!
Usuário: Mas o meu vizinho está com um passarinho. Mesmo ilegal, mas está, e eu não posso?
IBAMA: Então me passa o endereço do seu vizinho?
Usuário: ........ (silêncio)
Usuário: Então só me resta rezar pelo passarinho para que ele não morra?
IBAMA: .............. (silêncio)
Usuário: Alô?
IBAMA: Senhor, qual é o endereço do seu vizinho por favor?
Usuário: ......... (silêncio)
A ligação caiu...
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Algumas questões que envolvem esse tema, podem e devem ser
refletidas/debatidas:
1 – O PAPEL DO IBAMA EM RECOLHER/TRATAR ANIMAIS
SILVESTRES:
É papel do IBAMA? Se for, tem que haver
estrutura, equipamentos, mobilidade administrativa, etc... Para o IBAMA mobilizar
uma equipe para recolher animais não é tarefa fácil, ou melhor, não existe a
menor possibilidade em se falando de procedimentos legais, a não ser em
raríssimos casos, quando o local está bem próximo da Sede, e só. É preciso ter
uma estrutura semelhante a do Corpo de Bombeiros. As ONGs possuem maior
flexibilidade administrativa e financeira para fazer esse papel de recolher
animais, tratar e dar o melhor encaminhamento.
2 – AS AÇÕES DE LEIGOS E
SUAS VISÕES ROMÂNTICAS NO TRATO DE ANIMAIS SILVESTRES/QUESTÕES AMBIENTAIS.
A legislação que protege os animais silvestres visa também protegê-los do
homem. Geralmente o leigo não pode ver uma capivara no rio de sua cidade que
quer logo retirá-la de lá, então chama o IBAMA. Se, vê uma cobra atravessando a
rua, uns querem matá-la, outros querem recolhê-la e levar ao IBAMA. Não
conseguimos assistir passivos à uma cena de uma gaivota comendo uma
tartaruguinha. Queremos logo protegê-la. Uma jaguatirica caçando um filhote de
veado. Um gavião perseguindo um passarinho... Tratamos logo de interferir nesse
processo natural de sobrevivência, de seleção natural, de dinâmica da cadeia
alimentar... Queremos assumir o papel de Deus nesse contexto interferindo na
natureza.
As denúncias que o IBAMA recebe,
em sua maioria, são motivadas por interesses “menores”, quase sempre de
interesse pessoal: Esposa traída denuncia o marido que cria passarinho
ilegal... O vizinho denuncia o outro porque a maritaca faz muito barulho, não
porque pode estar sendo maltratada... O cidadão denuncia o corte de um
eucalypto (que é espécie exótica) só porque ele não aguenta ouvir o barulho da
moto-serra, ou aquela cena (triste em nosso imaginário) de uma árvore caindo,
mas não se importa com o desmatamento que ocorre na amazônia. Briga com o
vizinho porque ele queima folhas secas à tarde no quintal, mas você acha normal
soltar seus fogos nos dias de jogos do seu time, nas festas de aniversário e no
reveillon... e por ai vai.
3- A legislação de proteção para animais silvestres é bem diferente do
trato com animais domésticos. Receber um cachorro, um gato, um
pintinho, etc... de uma pessoa e criar em casa é uma coisa. Receber um animal
silvestre (papagaio, lagarto, maritaca, preá, jabuti, saracura, etc) é outra
coisa. Isso não pode, ou até pode, mas tem algumas restrições que a lei exige,
com prévia autorização. Insistir nessa situação e ficar ilegal, sujeito à
multas... Quem analisa o bom senso das pessoas não é o Fiscal/Polícia, mas o
Juiz. Então não espere que um Fiscal ou
Policial tenha o bom senso de relevar suas atitudes (erradas do ponto de vista
da lei) no trato com animais silvestres, mesmo que sejam as melhores possíveis.
Querer que o Fiscal/Policial tenha o direito de analisar o bom senso das
pessoas é abrir caminho para os “desmandos”... Se, entendemos que a legislação
é falha, temos que trabalhar para mudá-la e não pedir que o Fiscal/Policial
deixe de aplicá-la. Assim, aos olhos cegos da lei não se pode levar um animal
silvestre para casa, mesmo que seja para tratá-lo temporariamente. Nenhum servidor
do IBAMA poderá garantir que essa pessoa não seja molestada por uma
fiscalização ambiental, por um fiscal sem o “bom senso”.
4- ATITUDES LEVIANAS DE SERVIDORES QUE INFRINGEM AS
NORMAS ADMINISTRATIVAS VISANDO O “BOM SENSO” (VISÕES ROMÂNTICAS)
É muito comum no IBAMA encontrar servidores que se
arriscam cometendo atitudes ilegais (fora das normas administrativas) visando o
pronto-atendimento às demandas da sociedade, principalmente nessas questões de
fauna. Fazer serviço externo sem os trâmites burocráticos necessários
(autorização para utilizar viatura, ordem de serviço, solicitação de diárias,
etc...), recolher o animal e levar para
sua residência para melhor tratá-lo...; Confiar o animal a terceiros sem emitir
qualquer documento legal (fiel depósito), etc...; Dar autorizações, mesmo que
por telefone, a terceiros para ficarem com animais silvestres em sua posse, entre
outras tantas leviandades, e que quase sempre terminam em processos
administrativos internos, mesmo que eivados de “bom senso”.
segunda-feira, 16 de dezembro de 2013
E agora depois da farsa do aquecimento global?
E agora que os cientistas estão admitindo que estamos entrando numa nova era glacial?
O mundo todo foi enganado, meu
caro! E com a queda do muro de Berlim, o capitalismo passou a nadar de braçada!
O aquecimento global, o buraco na
camada de ozônio, os níveis de CO2, os derretimentos das geleiras do ártico,
fenômenos que sempre foram naturais e cíclicos; agora passavam a ser causados
pelo homem.
E para fazer valer essa farsa
algumas providências eram necessárias:
Legitimar essa farsa através do
IPCC e da ONU.
Derramar grana sobre técnicos que
se prestassem a defender essa farsa em seus projetos, e negar recursos aos que
se opunham a isso.
Diretamente sobre o ambientalismo
brasileiro também foram tomadas algumas providências pontuais:
Uma delas foi abrir a questão
ambiental para a “massa”. O que antes
era tratado por especialistas, agora era de domínio da população leiga: A
questão ambiental! Qualquer cidadão que se propusesse a recolher e exterminar
um caramujo africano era considerado Ecologista! Salvem as baleias!!! Salvem os
botos cor de rosa!!! Salvem os golfinhos!!! Salvem as tartarugas!!! Salvem os
sapinho e os micos leões dourados!!! E injeta grana nas ONGs!!!
Enfim, o meio ambiente estava em
tudo! Era tudo! E por ser tudo, se desfazia em nada!
No IBAMA, particularmente,
trataram de encostar os Engºs Florestais e Agrônomos que sempre tratavam de
desenvolvimento e produção. Era a vez dos Biólogos que se prestavam mais a se
debruçarem sobre os microscópios, coleiras, pulseiras e radares para monitorar
os sapinhos flamenguistas e correrem atrás das antas... sem se preocuparem com
as questões sociais.
Passaram a cuidar dos bagres ao
invés das hidrelétricas. Criar, de qualquer forma, as Unidades de Conservação
sem se preocuparem com as populações tradicionais (atingidos pelos Parques).
Cuidar das tartarugas em detrimento dos pescadores. Fabricar ícones e vender
aos turistas com o suor da massa trabalhadora de mão-de-obra barata. E o
projeto Tamar feliz da vida mostrando que com a venda das camisetas das
tartarugas, nos shoppings centers, finalmente o pescador podia comprar um fogão
e um aparelho de som! Maravilha de progresso social!!! Sem esclarecer que os
grandes conglomerados internacionais
pesqueiros continuavam a matar milhares de tartarugas em alto mar...
E abriram concurso para Analista
Ambiental do IBAMA onde só precisava ter o 2º Grau completo. Era o que faltava
para os ecologistas invadirem os órgãos ambientais do governo. Bastava ter um
“QI” alto, uma “consciência ambiental” e pronto. Estava estabelecida a nova
ordem mundial: O preservacionismo!
Mas e agora? Como vai ser quando essa
farsa se consolidar e o IPCC etc... caírem em descrédito? Com vai se comportar
o mercado? O que será dessa indústria ambiental que gera muita grana? Como vão
sobreviver aqueles que, feito rêmoras, comem as migalhas e sobras dos grandes tubarões?
É esperar para ver, meu caro! Esperar!
Mauro Zurita Fernandes - Geógrafo
quinta-feira, 28 de março de 2013
Para pensar o desenvolvimento sustentável
Interessante essa questão da "Visibilidade" identificada por Marcel Bursztyn no livro "Para Pensar o Desenvolvimento Sustentável", ao se referir às ações ambientais dos Órgãos do Estado numa tendência de desvio do foco dessas ações dos fins para os meios, dos atos para os atores, causado segundo ele, pelo efeito colateral do crescimento vertiginoso da consciência sócio-ambiental. Um bom exemplo disso é o caso do criadouro comercial de javalis instalado dentro e no entorno de várias Unidades de Conservação estaduais e municipais em Nova Friburgo/RJ.
Quem tem a oportunidade de ler os processos de licenciamento, de solicitação de supressão de vegetação e de Auto de Infração referentes ao caso, percebe que trava-se na verdade uma guerra de atribuições de responsabilidades, entre todos os atores envolvidos, enquanto que o problema em si (Javali x Bioma - ou seja: a atividade comercial versus proteção ambiental) vai sendo preterido.
Quem tem a oportunidade de ler os processos de licenciamento, de solicitação de supressão de vegetação e de Auto de Infração referentes ao caso, percebe que trava-se na verdade uma guerra de atribuições de responsabilidades, entre todos os atores envolvidos, enquanto que o problema em si (Javali x Bioma - ou seja: a atividade comercial versus proteção ambiental) vai sendo preterido.
Outra questão interessante que o autor coloca muito bem nesse livro é o processo suigeneris de criação da SEMA e do IBAMA e o seu papel centralizador das políticas ambientais inclusive de setores produtivos, num contraponto com o neoliberalismo praticado com mais ênfase nos últimos 15 anos, promovendo o seu enfraquecimento, deixando perplexo o Estado que se vê no "dilema shakesperiano" (Ser ou não ser atribuição do setor público).
Então a gente começa a entender que esses mecanismos burocráticos do dia a dia da Instituição no trato das demandas sócio-econômicas do IBAMA, e eu volto ao caso dos Javalis, está inserida nesse modelo caótico de gestão cujos atores envolvidos assimilando as incongruências do processo, passam a responder no mesmo grau de ineficiência, permitindo assim que as questões de interesses setoriais fortes possam se sobrepor aos interesses ambientais.
Então a gente começa a entender que esses mecanismos burocráticos do dia a dia da Instituição no trato das demandas sócio-econômicas do IBAMA, e eu volto ao caso dos Javalis, está inserida nesse modelo caótico de gestão cujos atores envolvidos assimilando as incongruências do processo, passam a responder no mesmo grau de ineficiência, permitindo assim que as questões de interesses setoriais fortes possam se sobrepor aos interesses ambientais.
A questão dos transgênicos e o surgimento do Instituto de Florestas vem explicar um pouco esse processo que quer nos mostrar que talvez estejamos vivendo o momento de retomada da visão empresarial do uso dos recursos naturais.
Assim, enquanto o governo não promover uma ampla reforma das Instituições públicas definindo seus papéis nesse novo contexto político, restará a todos nós caminhar no meio desse pântano de solo instável onde uma e outra pedra, podendo ceder a qualquer peso mais incisivo, poderá levar o incauto aventureiro para um chão de lamas.
É preciso dar uma Identidade ao IBAMA e definir claramente o seu novo papel no atual quadro político brasileiro. E isso só poderá ocorrer quando o Governo definir claramente qual o seu papel nesse contexto.
Mauro Zurita Fernandes
Mauro Zurita Fernandes
Analista Ambiental/IBAMA-Nova Friburgo/RJ.
Novembro de 2004.
Novembro de 2004.
sexta-feira, 18 de janeiro de 2013
Lambari ou peixe graúdo?
"pegar lambarizinho é muito mais fácil que pegar peixe graúdo".
"até agora a polícia está prendendo apenas os peixes miúdos enquanto os graúdos
estão soltos." Luiz Inácio Lula da Silva - Presidente do Brasil / 27/03/2003.
O GLOGO - 28/03/2003 pág. 4
--------------------------------------------------------------------------------
"A vez do socioambientalismo"
A relação homem - recursos ambientais assume algumas particularidades e está diretamente ligada às classes sociais e conseqüentemente à forma como se processa essa relação.
A população pobre, que geralmente mantém uma relação de ponta, direta e efetivamente alteradora do meio natural, que se situa na base da pirâmide social, é a que está, e sempre esteve, mais exposta ao raio de ação das Instituições ambientais fiscalizadoras. (Veja que no tráfico de animais silvestres, por exemplo, a grosso modo, o pobre captura/transporta, o médio distribui e o grande coordena). E os Órgãos ambientais não possuem capacidade técnica, nem o costume cotidiano em suas ações, de tentar atingir o topo dessa pirâmide.
Prendem-se o peão que corta o mogno e não o Barão exportador. Multam-se o produtor rural, posseiro, meeiro, e não o latifundiário residente na capital. Multam-se quem captura, transporta o animal silvestre e não aquele que exporta e/ou recebe lá fora, a carga.
Um parêntese: (No contraponto, porém ainda numa política protecionista dos mais
privilegiados, aparece agora a figura da pessoa jurídica. 50 milhôes que incidem sobre o nosso Petróleo, pois não se podem multar os responsáveis físicos poluidores de uma baia.)
Essa relação do pobre com o meio ambiente geralmente é vital. É embasada em modos de sobrevivência. É uma forma da qual ele não tem como abrir mão, visto que não há, à sua disposição, meios alternativos nessa relação para a qual ele possa migrar.
Assim essas classes menos favorecidas têm sido, desde muito tempo, o alvo natural, e mesmo inconscientemente preferido dessas Instituições ambientais de fiscalização.
Se somarmos a isso, a nova Lei de Crimes Ambientais que, de certa forma, sob uma ótica oblíqua de seu entendimento, potencializa as penas e multas nesse segmento, poderemos imaginar o poder de destruição de uma classe social que se pode produzir a partir de um projeto de execução leviano alimentador de injustiças.
Sinceramente, me recuso a imaginar que o IBAMA criou a classe de Analistas Ambientais dando-lhes poderes de fiscalização, que não seja para revolucionar esse atual modelo de fiscalização arcaico e decadente.
Por uma fiscalização mais técnica!
Mauro Zurita Fernandes
Em 2008.
"até agora a polícia está prendendo apenas os peixes miúdos enquanto os graúdos
estão soltos." Luiz Inácio Lula da Silva - Presidente do Brasil / 27/03/2003.
O GLOGO - 28/03/2003 pág. 4
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"A vez do socioambientalismo"
A relação homem - recursos ambientais assume algumas particularidades e está diretamente ligada às classes sociais e conseqüentemente à forma como se processa essa relação.
A população pobre, que geralmente mantém uma relação de ponta, direta e efetivamente alteradora do meio natural, que se situa na base da pirâmide social, é a que está, e sempre esteve, mais exposta ao raio de ação das Instituições ambientais fiscalizadoras. (Veja que no tráfico de animais silvestres, por exemplo, a grosso modo, o pobre captura/transporta, o médio distribui e o grande coordena). E os Órgãos ambientais não possuem capacidade técnica, nem o costume cotidiano em suas ações, de tentar atingir o topo dessa pirâmide.
Prendem-se o peão que corta o mogno e não o Barão exportador. Multam-se o produtor rural, posseiro, meeiro, e não o latifundiário residente na capital. Multam-se quem captura, transporta o animal silvestre e não aquele que exporta e/ou recebe lá fora, a carga.
Um parêntese: (No contraponto, porém ainda numa política protecionista dos mais
privilegiados, aparece agora a figura da pessoa jurídica. 50 milhôes que incidem sobre o nosso Petróleo, pois não se podem multar os responsáveis físicos poluidores de uma baia.)
Essa relação do pobre com o meio ambiente geralmente é vital. É embasada em modos de sobrevivência. É uma forma da qual ele não tem como abrir mão, visto que não há, à sua disposição, meios alternativos nessa relação para a qual ele possa migrar.
Assim essas classes menos favorecidas têm sido, desde muito tempo, o alvo natural, e mesmo inconscientemente preferido dessas Instituições ambientais de fiscalização.
Se somarmos a isso, a nova Lei de Crimes Ambientais que, de certa forma, sob uma ótica oblíqua de seu entendimento, potencializa as penas e multas nesse segmento, poderemos imaginar o poder de destruição de uma classe social que se pode produzir a partir de um projeto de execução leviano alimentador de injustiças.
Sinceramente, me recuso a imaginar que o IBAMA criou a classe de Analistas Ambientais dando-lhes poderes de fiscalização, que não seja para revolucionar esse atual modelo de fiscalização arcaico e decadente.
Por uma fiscalização mais técnica!
Mauro Zurita Fernandes
Em 2008.
sábado, 24 de março de 2012
Brincando de "Pirâmide Social"
Então, no caso das inserções de indivíduos/grupos em nossa pirâmide social onde colocaríamos os nossos índios?
Um Pajé, por exemplo, que teria o mesmo papel de um médico ou psicólogo, onde seria inserido? E o Cacique? E o índio comum? E a índia mais bonita e gostosa que quisesse posar nua? Onde seriam incluídos?
O PROJETO TAMAR já teve essa experiência de inclusão e colocou os pescadores mais influentes da Bahia como "Fiscais das Tartarugas" ganhando 90 reais por mês.
E um extraterreno que chegasse na Terra com muita tecnologia e poderio bélico invejável? Seria assessor de Presidênte da República?
E se encontrássemos, na lua por exemplo, seres humanos inferiores e trouxéssemos para a Terra, em que classe enquadraríamos eles? Não é pra responder... é só pra
refletir...
Zurita
terça-feira, 15 de novembro de 2011
sexta-feira, 15 de julho de 2011
Vamos reciclar nossos conceitos?
Devemos ficar preocupados com o que, e de que forma estamos usando a Educação para o Meio Ambiente em nosso país. Que papel, nós Educadores, estamos exercendo? Qual o conteúdo, o método, forma e foco utilizados e os objetivos que estão sendo alcançados e se têm havido efeitos colaterais?...
Então, segue abaixo uma coleta seletiva de lixo:
Por exemplo: Não se falam dos benefícios do plástico. Mas estou cansado de ouvir dizer, de forma crítica, que o plástico demora 300 anos, ou mais sei lá, para se decompor.
Graças a Deus que é dessa forma, senão as instalações hidráulicas e elétricas que fiz em minha casa teriam que ser refeitas periodicamente.
A garrafa "PET" tem sido usada como símbolo do preço negativo do "progresso". E dessa forma queremos reaproveitá-las para tudo, sem saber que esse reaproveitamento inviabiliza a sua reciclagem. Até árvore de natal ensinam a fazer, com elas. Só que essas árvores de natal vão ser postas lá nas pracinhas das favelas e não na lagoa Rodrigo de Freitas. E esquecemos que o PET, além de viabilizar economicamente o transporte de produtos, não produz "chorume", não contamina o solo, não emite gases, não envenena os peixes, não assoreia as coleções hídricas etc... da forma que imaginamos os outros lixos. Mas basta poluir o visual e pronto! É tudo o que a sociedade não quer ver...
Você compraria um armário duplex em madeira aglomerada? Você paga mais caro porém prefere um armário em cedro, imbuia ou mogno maciços, proveniente da Amazônia. Da mesma forma acho que você não construiria o telhado de sua casa com madeira de eucalyptus, mesmo tratada. Muitos preferem, ainda, não arriscar e usar a maçaranduba.
Você não compra, na feira ou no mercado, aquele tomate nanico e cheio de pintas pretas, não é mesmo? Prefere os maiores, durinhos, brilhosos e sem manchas, provavelmente resultado do intensivo uso de agrotóxicos, "dizendo" para o produtor que se não colocar VENENO eu não compro.
Continuamos culpando nossos alunos pelo desperdício do uso de papel escolar (oriundos de árvores plantadas) e mostrando a eles como reciclá-lo, ao passo que fechamos os olhos para os desusos que se verificam em nosso latifúndios cercados com madeira nativa.
A gente não fala, porque não percebe, que os focos de fumaça dos fogões a lenha dos lares rurais e sub-urbanos de nosso país, aumentam numa relação direta com o aumento do preço do gás de cozinha e com o consumo de lenha nativa.
A gente, volta e meia, conta pros nosso alunos a estorinha do passarinho que tenta apagar o incêndio na floresta fazendo a sua parte independente dos outros e dos resultados alcançados. Caramba! Que exemplo de impropriedade, ignorância, individualidade e falta de feedback que estamos dando para eles!!!
A gente passa fome mas coloca a luva e recolhe, mata e elimina todos os caramujos africanos de carne deliciosa e nutritiva que se proliferam em nosso quintal, por conta de uma isteria coletiva acusando-o de transmitir doenças que a Fiocruz afirma que eles não transmitem. Fazemos isso por conta de destruírem florestas e plantações que nunca se confirmou. Tudo isso para que esses caramujos não dividam a nossa mesa e o mercado com os importados escargots franceses.
Eu me culpo e culpo meu pai por destruir a camada de ozônio, por continuar usando aquela geladeira e o ar condicionado velhos que deixam escapar o CFC, sem que se tenha comprovação científica dessa destruição, e assim contribuo para fortalecer o imperialismo norte-hemisferiano, pois se antes o Brasil não pagava hoyates na compra do CFC, agora paga para comprar os seus substitutos.
Eu me presto a incentivar os órgãos ambientais em transformar, da noite pro dia, meus compatriotas em criminosos ambientais por não encontrarem meios e modos de sobreviver de outra forma, mesmo que eu esteja me prestando também a conservar nossos recursos naturais produtivos para que os povos ricos possam usurpar-nos.
Eu recolho o óleo de soja usado e faço sabão, para não ir ralo abaixo. E depois "lavo as minhas mãos" com o mesmo sabão que vai para o ralo junto com a soda cáustica, o corante, etc...
Abominamos o uso do fogo agrícola (queimada controlada) como a forma mais acessível ao pequeno produtor rural para renovação de sua lavoura, ao passo que ficamos todos EMBASBACADOS nos deslumbrando com milhares de toneladas de fogos de artifício sendo queimandos e expelindo gases tóxicos na atmosfera só para comemorar o ano novo, na beira da praia...
Eu não posso queimar meu lixo no meu quintal pois me acusam de liberar dioxinas e matar de cancer todos os meus vizinhos, além de contribuir para alterar o clima no planeta. Mas o vulcão ali no Chile pode liberar toneladas e toneladas de cinzas e gases tóxicos de toda sorte, sendo que, o que me incomoda são os atrasos nos vôos de avião que vão me levar, nas minhas férias, para Bariloche para eu poder ver a neve cair, cinza que seja...Que lindo...
Feita essa coleta, que tal fazermos uma verdadeira reciclagem???
Então, segue abaixo uma coleta seletiva de lixo:
Por exemplo: Não se falam dos benefícios do plástico. Mas estou cansado de ouvir dizer, de forma crítica, que o plástico demora 300 anos, ou mais sei lá, para se decompor.
Graças a Deus que é dessa forma, senão as instalações hidráulicas e elétricas que fiz em minha casa teriam que ser refeitas periodicamente.
A garrafa "PET" tem sido usada como símbolo do preço negativo do "progresso". E dessa forma queremos reaproveitá-las para tudo, sem saber que esse reaproveitamento inviabiliza a sua reciclagem. Até árvore de natal ensinam a fazer, com elas. Só que essas árvores de natal vão ser postas lá nas pracinhas das favelas e não na lagoa Rodrigo de Freitas. E esquecemos que o PET, além de viabilizar economicamente o transporte de produtos, não produz "chorume", não contamina o solo, não emite gases, não envenena os peixes, não assoreia as coleções hídricas etc... da forma que imaginamos os outros lixos. Mas basta poluir o visual e pronto! É tudo o que a sociedade não quer ver...
Você compraria um armário duplex em madeira aglomerada? Você paga mais caro porém prefere um armário em cedro, imbuia ou mogno maciços, proveniente da Amazônia. Da mesma forma acho que você não construiria o telhado de sua casa com madeira de eucalyptus, mesmo tratada. Muitos preferem, ainda, não arriscar e usar a maçaranduba.
Você não compra, na feira ou no mercado, aquele tomate nanico e cheio de pintas pretas, não é mesmo? Prefere os maiores, durinhos, brilhosos e sem manchas, provavelmente resultado do intensivo uso de agrotóxicos, "dizendo" para o produtor que se não colocar VENENO eu não compro.
Continuamos culpando nossos alunos pelo desperdício do uso de papel escolar (oriundos de árvores plantadas) e mostrando a eles como reciclá-lo, ao passo que fechamos os olhos para os desusos que se verificam em nosso latifúndios cercados com madeira nativa.
A gente não fala, porque não percebe, que os focos de fumaça dos fogões a lenha dos lares rurais e sub-urbanos de nosso país, aumentam numa relação direta com o aumento do preço do gás de cozinha e com o consumo de lenha nativa.
A gente, volta e meia, conta pros nosso alunos a estorinha do passarinho que tenta apagar o incêndio na floresta fazendo a sua parte independente dos outros e dos resultados alcançados. Caramba! Que exemplo de impropriedade, ignorância, individualidade e falta de feedback que estamos dando para eles!!!
A gente passa fome mas coloca a luva e recolhe, mata e elimina todos os caramujos africanos de carne deliciosa e nutritiva que se proliferam em nosso quintal, por conta de uma isteria coletiva acusando-o de transmitir doenças que a Fiocruz afirma que eles não transmitem. Fazemos isso por conta de destruírem florestas e plantações que nunca se confirmou. Tudo isso para que esses caramujos não dividam a nossa mesa e o mercado com os importados escargots franceses.
Eu me culpo e culpo meu pai por destruir a camada de ozônio, por continuar usando aquela geladeira e o ar condicionado velhos que deixam escapar o CFC, sem que se tenha comprovação científica dessa destruição, e assim contribuo para fortalecer o imperialismo norte-hemisferiano, pois se antes o Brasil não pagava hoyates na compra do CFC, agora paga para comprar os seus substitutos.
Eu me presto a incentivar os órgãos ambientais em transformar, da noite pro dia, meus compatriotas em criminosos ambientais por não encontrarem meios e modos de sobreviver de outra forma, mesmo que eu esteja me prestando também a conservar nossos recursos naturais produtivos para que os povos ricos possam usurpar-nos.
Eu recolho o óleo de soja usado e faço sabão, para não ir ralo abaixo. E depois "lavo as minhas mãos" com o mesmo sabão que vai para o ralo junto com a soda cáustica, o corante, etc...
Abominamos o uso do fogo agrícola (queimada controlada) como a forma mais acessível ao pequeno produtor rural para renovação de sua lavoura, ao passo que ficamos todos EMBASBACADOS nos deslumbrando com milhares de toneladas de fogos de artifício sendo queimandos e expelindo gases tóxicos na atmosfera só para comemorar o ano novo, na beira da praia...
Eu não posso queimar meu lixo no meu quintal pois me acusam de liberar dioxinas e matar de cancer todos os meus vizinhos, além de contribuir para alterar o clima no planeta. Mas o vulcão ali no Chile pode liberar toneladas e toneladas de cinzas e gases tóxicos de toda sorte, sendo que, o que me incomoda são os atrasos nos vôos de avião que vão me levar, nas minhas férias, para Bariloche para eu poder ver a neve cair, cinza que seja...Que lindo...
Feita essa coleta, que tal fazermos uma verdadeira reciclagem???
domingo, 3 de julho de 2011
Sobre a falácia do aquecimento global, nas escolas.
É muito bom que os alunos questionem, perguntem, critiquem seus professores
e palestrantes quando afirmam que o homem é o culpado por um dito aquecimento global que na verdade ainda não está científicamente provado.
Temos que constranger esses palestrantes. Essa falácia não pode prosperar mais.
Abaixo segue um vídeo como material lúdico:
Mauro Zurita
"Uma das minhas preocupações é que o assunto já está sendo tratado nos livros de
Ciências que as crianças usam e parece que vamos formar uma geração inteira, ou
mais, baseados em afirmações , ou "dogmas", sem fundamento científico". - Molion
e palestrantes quando afirmam que o homem é o culpado por um dito aquecimento global que na verdade ainda não está científicamente provado.
Temos que constranger esses palestrantes. Essa falácia não pode prosperar mais.
Abaixo segue um vídeo como material lúdico:
Mauro Zurita
"Uma das minhas preocupações é que o assunto já está sendo tratado nos livros de
Ciências que as crianças usam e parece que vamos formar uma geração inteira, ou
mais, baseados em afirmações , ou "dogmas", sem fundamento científico". - Molion
segunda-feira, 6 de junho de 2011
Poluições, dioxinas, gases tóxicos... E a natureza nisso?
Quantas chaminés e escapamentos são precisos para superar a força de um vulcão?
EFEITO POTENCIAL DOS GASES VULCÂNICOS
Os gases vulcânicos que possuem o maior potencial de perigo para as pessoas, animais, agricultura e propriedades são o Dióxido de Enxofre, Dióxido de Carbono e Ácido Fluorídrico.
Erupções vulcânicas podem produzir quantidades letais de gases tóxicos, mas exposições de longa duração a doses pequenas desses gases também podem se tornar um significante perigo. Localmente, o Dióxido de Enxofre pode provocar chuva ácida e poluição do ar. Devido ao fato que o Dióxido de Carbono é mais pesado do que ar, pode fluir para áreas baixas e concentrar-se no solo.
A concentração do CO2 nessas áreas pode ser letal para as pessoas, animais e vegetação. Algumas erupções históricas liberaram componentes de flúor suficientes para deformar e matar animais que pastaram sobre a vegetação coberta com cinzas vulcânicas; os componentes de flúor tendem a tornarem-se concentrados nas partículas de cinzas de pequena granulometria, que podem ser ingeridas por animais. Globalmente, grandes erupções explosivas injetam enormes volumes de aerossóis sulfurosos na atmosfera podendo levar ao rebaixamento da temperatura média global e promover a diminuição da camada de Ozônio.
Ainda que os gases vulcânicos são diretamente responsáveis por aproximadamente 3% das mortes relacionadas com vulcões entre o período de 1900 e 1986, a maioria dessas mortes ocorreu em períodos não eruptivos, eles são todavia perigosos e responsáveis por mortes a cada ano, inclusive de vulcanólogos.
http://vulcanoticias.com.br/portal/vulcanologia/gases-vulcanicos
EFEITO POTENCIAL DOS GASES VULCÂNICOS
Os gases vulcânicos que possuem o maior potencial de perigo para as pessoas, animais, agricultura e propriedades são o Dióxido de Enxofre, Dióxido de Carbono e Ácido Fluorídrico.
Erupções vulcânicas podem produzir quantidades letais de gases tóxicos, mas exposições de longa duração a doses pequenas desses gases também podem se tornar um significante perigo. Localmente, o Dióxido de Enxofre pode provocar chuva ácida e poluição do ar. Devido ao fato que o Dióxido de Carbono é mais pesado do que ar, pode fluir para áreas baixas e concentrar-se no solo.
A concentração do CO2 nessas áreas pode ser letal para as pessoas, animais e vegetação. Algumas erupções históricas liberaram componentes de flúor suficientes para deformar e matar animais que pastaram sobre a vegetação coberta com cinzas vulcânicas; os componentes de flúor tendem a tornarem-se concentrados nas partículas de cinzas de pequena granulometria, que podem ser ingeridas por animais. Globalmente, grandes erupções explosivas injetam enormes volumes de aerossóis sulfurosos na atmosfera podendo levar ao rebaixamento da temperatura média global e promover a diminuição da camada de Ozônio.
Ainda que os gases vulcânicos são diretamente responsáveis por aproximadamente 3% das mortes relacionadas com vulcões entre o período de 1900 e 1986, a maioria dessas mortes ocorreu em períodos não eruptivos, eles são todavia perigosos e responsáveis por mortes a cada ano, inclusive de vulcanólogos.
http://vulcanoticias.com.br/portal/vulcanologia/gases-vulcanicos
domingo, 5 de junho de 2011
O Aquecimento global é isso! Um grande negócio... (um vídeo)
Vejam esse vídeo da novela Insensato coração:
http://www.youtube.com/watch?v=slRsHiu2xyE
"Cortez diz que acha perda de tempo "papos ecológicos", mas deixa Léo continuar. "Precisa de um investimento de 200 milhões de reais para expandir. O retorno previsto é de 15% em um ano. É só falar de aquecimento global, do acidente atômico no Japão, dos conflitos no Oriente Médio ameaçando o fornecimento de petróleo no mundo, e você convence qualquer pessoa de que as formas alternativas de energia são o futuro", afirma o vilão."
Insensato coração - Dia 30/05/11
REDE GLOBO E VOCÊ, TUDO A VER!
Zurita.
http://www.youtube.com/watch?v=slRsHiu2xyE
"Cortez diz que acha perda de tempo "papos ecológicos", mas deixa Léo continuar. "Precisa de um investimento de 200 milhões de reais para expandir. O retorno previsto é de 15% em um ano. É só falar de aquecimento global, do acidente atômico no Japão, dos conflitos no Oriente Médio ameaçando o fornecimento de petróleo no mundo, e você convence qualquer pessoa de que as formas alternativas de energia são o futuro", afirma o vilão."
Insensato coração - Dia 30/05/11
REDE GLOBO E VOCÊ, TUDO A VER!
Zurita.
sexta-feira, 3 de junho de 2011
TENDE BOM ÂNIMO
O cirurgião ao abrir o abdome de um paciente, visando extirpar-lhe o mal que o aflige, por sua vez também o debilita e o enfraquece. Porém, depois da intervenção praticada, o médico nada mais pode fazer além de contar com a boa vontade do organismo do paciente em reagir. “Que Deus o ajude...”
Então, é cruzar os braços e rezar, por mais conhecimento, remédios e aparelhos de que se possa dispor.
Então é nesse momento que entra em cena a força da cicatrização, essa mesma magia que transforma o ruim em bom, o mal no bem, o triste no alegre, o errado no certo, o choro na alegria, a noite no dia...
Essencialmente é essa a força da vida, da natureza, do que deu certo nesse cosmos, essa força divina.
Se o osso quebra, o músculo distende, os dentes caem, a veia rompe, a pele rasga..., e mesmo sem médico, mesmo assim nada disso detém o homem, pois se há “ânimo”, seu corpo cicatriza, e se adapta, e prossegue em frente.
O mesmo acontece com a vegetação que se suprime, com as águas que se contamina..., com os solos que se revolve..., com o ar que se polui...
E é em função dessa força cósmica, que se pode afirmar que amanhã será um dia melhor do que hoje... ou nada como um dia após o outro... ou não há mal que sempre dure...
A força da semente que, mais cedo ou mais tarde, germina...
Mas se adoecemos, (e só se adoece quando se perde o “ânimo”), somos fadados à morte inexoravelmente.
E se morremos, caramba! Que força e rapidez de tempo é essa que nos decompõe e nos apaga? A necessidade de vida é tão imperiosa a ponto de se ter que sumir com todos os vestígios do que não vive mais, incorporando-o ao meio, à cadeia alimentar, ao cosmos. Se vivos, somos alimentados. Se mortos, alimentos.
O homem é um objeto da natureza. Dela vem e para ela vai. A natureza é o berço e não a mãe. Ela não adoece. Ela é a matéria-prima e não o produto. Ela permite a vida e ampara a morte, sempre! Ela compõe e decompõe. Ela não obedece, determina.
Vejam as imensas reservas de carvão mineral no subsolo do sul do Brasil, por exemplo. Quem diria... São originárias de uma imensa destruição da vegetação ali existente, soterradas por lavas de vulcão. E hoje, com tudo isso estamos aqui. É a natureza se reconstruindo.
E ainda tem cristão achando que o homem destrói a natureza, o planeta!
Se for isso, destrói também a Deus... E esse pensamento não é tão cristão assim...
"Homens de pouca fé!"
E então a gente depreende que a morte essencialmente faz parte da vida e que estar vivo, manter-se vivo e com ânimo, é o que Deus deseja.
A vida é uma imposição da natureza e divina, onde a morte é apenas um mecanismo de melhorar a qualidade dessa vida, tornando o ser humano (os seres vivos) mais resistente e mais adaptado e preparado para viver nessa dinâmica universal.
E nesse aspecto percebe-se que o homem equivocadamente preocupa-se em manter preservada a biodiversidade, interrompendo, em algumas espécies, seu ciclo de nascimento e morte, ignorando a força da natureza, simplesmente por interesses econômicos e não pelo aprimoramento das espécies, da vida, no planeta.
Desculpem-me os conservadores, mas nossos filhos são e sempre serão mais ágeis e melhor adaptados do que nós. Por isso, nós os pais, temos que morrer.
Assim funciona o cosmos e não há nada que detenha essa força que o impulsiona para a vida, pois fosse de outra forma não estaríamos aqui hoje.
Então não nos preocupemos com a natureza. Preocupemo-nos conosco, com a nossa boa vida nessa Terra, e com qualidade. E nesse aspecto, nós os pais, temos um novo papel a desempenhar, que a vida em sociedade nos impôs. Ou seja, a nossa socialização.
“Um mundo melhor para os nossos filhos, ou filhos melhores para o nosso mundo?”
Agredimos mais a natureza quando concentramos os recursos naturais disponíveis em alguns poucos em detrimento de outros tantos... Agredimos ela quando produzimos pobreza e iniquidade... Quando produzimos pessoas fracas e oprimidas... Quando cometemos injustiças e violências... Quando matamos deliberadamente... Quando prorrogamos a todo custo a vida no planeta.
Somos nós, os humanos, que promovemos o “desânimo” em nós mesmos, nos animais e nas plantas. Provocamos a fome, a miséria e a debilidade, ao passo em que a natureza disponibiliza-se para todos e sempre. Pois a natureza, por si só cicatriza. Nós? Só se tivermos ânimo.
Assim disse Jesus: “Tenho-vos dito isto, para que em mim tenhais paz; no mundo tereis aflições, mas tende bom ânimo, eu venci o mundo.” JOÃO 16,33
Mauro Zurita Fernandes
Então, é cruzar os braços e rezar, por mais conhecimento, remédios e aparelhos de que se possa dispor.
Então é nesse momento que entra em cena a força da cicatrização, essa mesma magia que transforma o ruim em bom, o mal no bem, o triste no alegre, o errado no certo, o choro na alegria, a noite no dia...
Essencialmente é essa a força da vida, da natureza, do que deu certo nesse cosmos, essa força divina.
Se o osso quebra, o músculo distende, os dentes caem, a veia rompe, a pele rasga..., e mesmo sem médico, mesmo assim nada disso detém o homem, pois se há “ânimo”, seu corpo cicatriza, e se adapta, e prossegue em frente.
O mesmo acontece com a vegetação que se suprime, com as águas que se contamina..., com os solos que se revolve..., com o ar que se polui...
E é em função dessa força cósmica, que se pode afirmar que amanhã será um dia melhor do que hoje... ou nada como um dia após o outro... ou não há mal que sempre dure...
A força da semente que, mais cedo ou mais tarde, germina...
Mas se adoecemos, (e só se adoece quando se perde o “ânimo”), somos fadados à morte inexoravelmente.
E se morremos, caramba! Que força e rapidez de tempo é essa que nos decompõe e nos apaga? A necessidade de vida é tão imperiosa a ponto de se ter que sumir com todos os vestígios do que não vive mais, incorporando-o ao meio, à cadeia alimentar, ao cosmos. Se vivos, somos alimentados. Se mortos, alimentos.
O homem é um objeto da natureza. Dela vem e para ela vai. A natureza é o berço e não a mãe. Ela não adoece. Ela é a matéria-prima e não o produto. Ela permite a vida e ampara a morte, sempre! Ela compõe e decompõe. Ela não obedece, determina.
Vejam as imensas reservas de carvão mineral no subsolo do sul do Brasil, por exemplo. Quem diria... São originárias de uma imensa destruição da vegetação ali existente, soterradas por lavas de vulcão. E hoje, com tudo isso estamos aqui. É a natureza se reconstruindo.
E ainda tem cristão achando que o homem destrói a natureza, o planeta!
Se for isso, destrói também a Deus... E esse pensamento não é tão cristão assim...
"Homens de pouca fé!"
E então a gente depreende que a morte essencialmente faz parte da vida e que estar vivo, manter-se vivo e com ânimo, é o que Deus deseja.
A vida é uma imposição da natureza e divina, onde a morte é apenas um mecanismo de melhorar a qualidade dessa vida, tornando o ser humano (os seres vivos) mais resistente e mais adaptado e preparado para viver nessa dinâmica universal.
E nesse aspecto percebe-se que o homem equivocadamente preocupa-se em manter preservada a biodiversidade, interrompendo, em algumas espécies, seu ciclo de nascimento e morte, ignorando a força da natureza, simplesmente por interesses econômicos e não pelo aprimoramento das espécies, da vida, no planeta.
Desculpem-me os conservadores, mas nossos filhos são e sempre serão mais ágeis e melhor adaptados do que nós. Por isso, nós os pais, temos que morrer.
Assim funciona o cosmos e não há nada que detenha essa força que o impulsiona para a vida, pois fosse de outra forma não estaríamos aqui hoje.
Então não nos preocupemos com a natureza. Preocupemo-nos conosco, com a nossa boa vida nessa Terra, e com qualidade. E nesse aspecto, nós os pais, temos um novo papel a desempenhar, que a vida em sociedade nos impôs. Ou seja, a nossa socialização.
“Um mundo melhor para os nossos filhos, ou filhos melhores para o nosso mundo?”
Agredimos mais a natureza quando concentramos os recursos naturais disponíveis em alguns poucos em detrimento de outros tantos... Agredimos ela quando produzimos pobreza e iniquidade... Quando produzimos pessoas fracas e oprimidas... Quando cometemos injustiças e violências... Quando matamos deliberadamente... Quando prorrogamos a todo custo a vida no planeta.
Somos nós, os humanos, que promovemos o “desânimo” em nós mesmos, nos animais e nas plantas. Provocamos a fome, a miséria e a debilidade, ao passo em que a natureza disponibiliza-se para todos e sempre. Pois a natureza, por si só cicatriza. Nós? Só se tivermos ânimo.
Assim disse Jesus: “Tenho-vos dito isto, para que em mim tenhais paz; no mundo tereis aflições, mas tende bom ânimo, eu venci o mundo.” JOÃO 16,33
Mauro Zurita Fernandes
domingo, 29 de maio de 2011
Repressão às drogas custa caro e não funciona.
Em verdade eu vos digo que nunca gostei de FHC. Sempre o achei presunçoso, vaidoso e um intelectual elitista. Mas devo admitir que adorei sua manifestação a favor da descriminalização das drogas.
Não que eu seja viciado, não sou e nunca utilizei drogas, mas sempre esteve muito claro pra mim que a repressão às drogas, nesse modelo que está aí, é um enorme erro.
Esses 2 textos abaixo foram escritos, por mim, em março de 2002:
Texto 1:
Nestes 15 minutos que reservei para escrever esta mensagem, de certo numa dessas "bocas de fumo" dos centros urbanos deste imenso país, foram vendidas 10 ou 15 trouxinhas de maconha ou cocaína faturando perto de R$ 70,00.
Regra de três:
R$ 70,00 - 15 minutos
R$ 6.720,00 - 24 horas.
Esse dinheiro dá pra comprar tudo, inclusive advogados, juizes, matadores, políticos, carcereiros, empresários, celular pré e pós-pago, armas, crianças, bandidos, homens de bem, etc...
E se fosse possível vender maconha e cocaína nas farmácias, ao invés de vender nos morros?
E se a cachaça que vicia, alucina, infelicita e mata muita gente, fosse proibida nos bares e vendida somente nos morros???
Somos todos cegos e não queremos andar pelas ruas vendo pessoas se drogando, não é mesmo?
Cachaça são outros 500?!?!?!
Texto 2:
Quer fumar maconha? Vai na farmácia e compra. Custa R$ 8,00
Desse total:
2 (dois) reais são para estruturar a Polícia,
1 (um) real para financiar campanhas contra o uso de droga,
1 (um) real para financiar tratamentos de saúde para os viciados,
2 (dois) reais para o farmacêutico pagar seus custos com a venda,
2 (dois) reais para financiar projetos contra a fome e a miséria.
Quer cheirar cocaína/ Vai na farmácia e compra. Custa R$ 10,00. Desse total....
Quer beber cachaça? Vai no boteco e compra. Custa R$ 3,00. Desse total....
Quer continuar com a hipocrisia? Vai na favela e compra maconha, cocaína e passa lá no bar da esquina...
Segundo a ONU, no Brasil, de cada 200 pessoas, 1 usa cocaína e 3 usam maconha. E somente por causa dessa minoria o governo consome zilhões de reais combatendo quem vende essas drogas a eles.
Se esses recursos fossem investidos em hospitais públicos de desintoxicação de viciados e em campanhas de combate ao consumo de drogas, teríamos resultados bem melhores. Mas para isso o governo teria que administrar o fornecimento e uso dessas drogas.
Mauro Zurita Fernandes
Não que eu seja viciado, não sou e nunca utilizei drogas, mas sempre esteve muito claro pra mim que a repressão às drogas, nesse modelo que está aí, é um enorme erro.
Esses 2 textos abaixo foram escritos, por mim, em março de 2002:
Texto 1:
Nestes 15 minutos que reservei para escrever esta mensagem, de certo numa dessas "bocas de fumo" dos centros urbanos deste imenso país, foram vendidas 10 ou 15 trouxinhas de maconha ou cocaína faturando perto de R$ 70,00.
Regra de três:
R$ 70,00 - 15 minutos
R$ 6.720,00 - 24 horas.
Esse dinheiro dá pra comprar tudo, inclusive advogados, juizes, matadores, políticos, carcereiros, empresários, celular pré e pós-pago, armas, crianças, bandidos, homens de bem, etc...
E se fosse possível vender maconha e cocaína nas farmácias, ao invés de vender nos morros?
E se a cachaça que vicia, alucina, infelicita e mata muita gente, fosse proibida nos bares e vendida somente nos morros???
Somos todos cegos e não queremos andar pelas ruas vendo pessoas se drogando, não é mesmo?
Cachaça são outros 500?!?!?!
Texto 2:
Quer fumar maconha? Vai na farmácia e compra. Custa R$ 8,00
Desse total:
2 (dois) reais são para estruturar a Polícia,
1 (um) real para financiar campanhas contra o uso de droga,
1 (um) real para financiar tratamentos de saúde para os viciados,
2 (dois) reais para o farmacêutico pagar seus custos com a venda,
2 (dois) reais para financiar projetos contra a fome e a miséria.
Quer cheirar cocaína/ Vai na farmácia e compra. Custa R$ 10,00. Desse total....
Quer beber cachaça? Vai no boteco e compra. Custa R$ 3,00. Desse total....
Quer continuar com a hipocrisia? Vai na favela e compra maconha, cocaína e passa lá no bar da esquina...
Segundo a ONU, no Brasil, de cada 200 pessoas, 1 usa cocaína e 3 usam maconha. E somente por causa dessa minoria o governo consome zilhões de reais combatendo quem vende essas drogas a eles.
Se esses recursos fossem investidos em hospitais públicos de desintoxicação de viciados e em campanhas de combate ao consumo de drogas, teríamos resultados bem melhores. Mas para isso o governo teria que administrar o fornecimento e uso dessas drogas.
Mauro Zurita Fernandes
sexta-feira, 27 de maio de 2011
A Mata Atlântica em poesia
Hoje é o dia da Mata Atlântica.
E não se pode comemorar
Restam dela só dez por cento?
Mas a gente desvia o olhar
Animais em migração
Da vida livre pro alçapão
Vivem doidos a gritar
Mas a gente desvia o olhar
As cidades estão crescendo
Muitas casas pra morar
E a mata indo embora
Mas a gente desvia o olhar
Abrem estradas na encosta
Pois nas casas querem chegar
Quando chove, tudo escorrega
Mas a gente desvia o olhar
Nossos rios poluídos
muita química no ar...
As indústrias avançando
Mas a gente desvia o olhar
Criam áreas protegidas
Que enfim já são por lei
E o resto ao Deus dará
Mas a gente desvia o olhar
Todo foco é pra Amazônia
Gritam que vai acabar
Ainda temos oitenta por cento dela?
Mas a gente desvia o olhar
E não se pode comemorar
Restam dela só dez por cento?
Mas a gente desvia o olhar
Animais em migração
Da vida livre pro alçapão
Vivem doidos a gritar
Mas a gente desvia o olhar
As cidades estão crescendo
Muitas casas pra morar
E a mata indo embora
Mas a gente desvia o olhar
Abrem estradas na encosta
Pois nas casas querem chegar
Quando chove, tudo escorrega
Mas a gente desvia o olhar
Nossos rios poluídos
muita química no ar...
As indústrias avançando
Mas a gente desvia o olhar
Criam áreas protegidas
Que enfim já são por lei
E o resto ao Deus dará
Mas a gente desvia o olhar
Todo foco é pra Amazônia
Gritam que vai acabar
Ainda temos oitenta por cento dela?
Mas a gente desvia o olhar
segunda-feira, 9 de maio de 2011
A HISTÓRIA DO ESCARGOT QUE FOI REBAIXADO A CARAMUJO
A HISTÓRIA DO ESCARGOT QUE FOI REBAIXADO A CARAMUJO
Você conhece alguém que tenha contraído doença transmitida pelo caramujo africano? Claro que não conhece, porque este molusco não causa doença nenhuma.
Ele também não destrói as matas como apregoam.
ISSO FOI UM GRANDE ESQUEMA CRIADO VISANDO ERRADICAR ESSA ESPÉCIE DO BRASIL.
E você sabe quem “forçou” o IBAMA a publicar uma Instrução Normativa ERRADICANDO essa espécie do Brasil? Se você respondeu que foi o Ministério da Saúde, errou!!!
FORAM OS CRIADORES DE ESCARGOT!!!
Isso porque o Caramujo Africano era uma opção de escargot mais fácil de criar, mais econômica, mais saborosa e mais nutritiva. E, possivelmente, com medo da concorrência eles criaram esse mito.
E passaram a chamá-lo de “caramujo” para associa-lo ao caramujo brasileiro transmissor da esquistossomose.
E TEM MAIS: O caramujo africano secreta uma substância altamente cicatrizante. Mas a pesquisadora que descobriu essa substância teve a patente negada pelo INPI, e não se sabe porque.
É de se estranhar que num país de famintos, as pessoas fiquem matando esse delicioso e nutritivo molusco jogando sal neles e enterrando-os. Além de ser um santo remédio!!!
TABELA 2 - Composição centesimal dos escargots das espécies Achatina fulica e Helix aspersa maxima
Água (%) Achatina: 82, Helix: 84,97
Proteínas (%) Achatina: 15, Helix: 12,35
Glícides (%) Achatina: 2, Helix: 0
Lípides (%) Achatina: 0,8, Helix: 0,56
Calorias/100 Achatina: 76, Helix: 80
Cálcio(mg) Achatina: 170, Helix: 170
Ferro(mg) Achatina: 3,5, Helix: 3,5
Magnésio(mg) Achatina: 250, Helix: 90
Zinco(mg) Achatina: 2,2, Helix: 2,2
Vitamina C (mg) Achatina: 15, Helix: 0
_______________
http://www.caviarmore.com/buy-caviar/french-escargot-achatines-28-oz..html
Nesse link acima você pode importar o Caramujo Africano enlatado, diretamente da França a preço de 17,50 dólares.
No Brasil só podemos matá-los jogando cal, queimando e enterrando. É a TEORIA DOS INSETOS, "NA LATA"!
http://www.blogdozurita.blogspot.com.br/2011/03/teoria-dos-insetos.html
Comissão interistiucional para ordenar e normatizar a criação do Escargot Africano.(2001)
“A presente Comissão conclui que a criação comercial de Achatina fulica é social e economicamente viável desde que conduzida segundo as diretrizes propostas de modo a não agredir o meio ambiente e preservar a saúde pública.”
A Comissão Interinstitucional é composta dos seguintes membros:
1- Dra Vera Lucia Lobão – Pesquisadora Científica VI - Centro de Pesquisas em Aqüicultura do Instituto de Pesca – Coordenadora da Comissão
2- Dr Hélcio Luis de Almeida Marques – Pesquisador Científico V - Diretor do Centro de Pesquisas em Aqüicultura do Instituto de Pesca
3- Dr Luiz Frosch – Biólogo Pesquisador – Setor de Ecossistemas - Área de Pesca e Aqüicultura – IBAMA/SP
4- Arnaldo Mauro Helmec – Engenheiro Sanitarista – Centro de Vigilância Sanitária – Secretaria da Saúde do Estado de São Paulo
5- Carlos Alberto Funcia – Engenheiro Agrônomo - Associação de Engenheiros Agrônomos do Estado de São Paulo
6- MSc. Sylvio Cesar Rocco – Biólogo Sanitarista – Mestre em Saúde Pública pela Faculdade de Saúde Pública/USP - Doutorando do Instituto Adolfo Lutz da Secretaria da Saúde do Estado de São Paulo e estagiário do Instituto de Pesca
7- Dr Pedro Pacheco – Professor Doutor – Heliciário Experimental da Faculdade de Medicina Veterinária e Zootecnia / USP
8- Dra Maria de Fátima Martins – Professora Doutora – Heliciário Experimental da Faculdade de Medicina Veterinária e Zootecnia / USP
9- Carlos Schmidt – Diretor da Cooperativa Agroindustrial de Escargots Cantareira
10- Maria Aparecida Benedita Bortolazzo – Bióloga – Assistente de Pesquisa Científica e Tecnológica do CPAqüi / Instituto de Pesca
11- Ruy Carlos S. Crescenti – Produtor Rural – Associação Paulista de Criadores de Escargot (APACE)
12- Ana Rita de Toledo Piza – Acadêmica de Ciências Biológicas da Universidade São Judas Tadeu e estagiária do Instituto de Pesca – secretária da Comissão
13- Tapir Lagui – Produtor Rural - Heliário JHS
14- Gilberto José da Cunha - Produtor Rural – Associação Paulista de Criadores de Escargot (APACE)
15- Claudia Terdiman Schaalmann – Bióloga – Departamento Estadual de Proteção de Recursos Naturais (DEPRN) – Secretaria do Meio Ambiente – mestranda do PROCAN / USP
16- Gerson Lopes Palhares – Engenheiro Agrônomo - Faculdades Integradas Cantareira.
__________________
ESSE É O AMBIENTALISMO BRASILEIRO!!!! Esse movimento social que há muito tem servido de instrumento legitimador de interesses econômicos pouco legítimos, se podemos chamar assim.
Mauro Zurita Fernandes - Geógrafo
http://www.redetec.org.br/inventabrasil/akatine.htm
Nesse link você lê sobre a descoberta da pomada cicatrizante.
http://translate.google.com/translate?hl=pt-BR&sl=en&u=http://en.scientificcommons.org/juliano_romanzini&sa=X&oi=translate&resnum=8&ct=result&prev=/search%3Fq%3DCarlos%2BGraeff%2BTeixeira%2Bfulica%26start%3D10%26hl%3Dpt-BR%26sa%3DNDom,%2010%20de%20Jun%20de%202007%201:39%20pmExibir%20op%E7%F5es%20da%20mensagemVer%20c%F3digo%20fonteUsar%20fonte%20de%20tamanho%20fixoDesativar%20quebras%20de%20linhas%22Mauro%20Zurita%20Fernandes%22%20%3Cmzfernandes@...%3EzuritageoOffline%20OfflineEnviar%20e-mail%20Enviar%20e-mail
Nesse enorme link acima você fica sabendo que o Caramujo Africano não causa as doenças de que o acusam.
http://taste.uol.com.br/news/templates/noticia.asp?idNoticia=3450
Nesse link você tem pratos requintados servidos em restaurantes, antes é claro, dessa farsa.
https://encrypted.google.com/url?sa=t&source=web&cd=3&ved=0CCoQFjAC&url=http%3A%2F%2Fxa.yimg.com%2Fkq%2Fgroups%2F17568192%2F995859686%2Fname%2FComiss%25C3%25A3o%2BInterinstitucional%2Bpara%2Bo%2BOrdenamento%2Be%2Ba%2BNormatiza%25C3%25A7%25C3%25A3o%2Bda%2BCria%25C3%25A7%25C3%25A3o%2Bda%2BEsp%25C3%25A9cie%2BEx%25C3%25B3tica.doc&ei=LhrFTZWnK4G3tgemkrymBA&usg=AFQjCNGuKlPFgFXON3TCkuN-vovS5zrijg
Nesse link acima você obtém um estudo completo do Achatina fulica que comprova sua excelente qualidade nutricional, textura e sabor, bem acima do tradicional escargot francês, entre outras comprovações científicas.
http://licenciamento.cetesb.sp.gov.br/legislacao/federal/inst_normativa/2005_Instr_Norm_IBAMA_73.pdf
Nesse link você obtém a Instrução Normativa 73/2005 do IBAMA, que proíbe a criação e comerialização do Achatina fulica.
Nos links abaixo você lê mais sobre esse assunto:
http://smtpilimitado.com/kennel/caracol2.pdf
http://projetocaramujoafricano.blogspot.com/2010/12/escargot-sem-preconceito.html
http://www.sovergs.com.br/conbravet2008/anais/cd/resumos/R1203-3.pdf
Você conhece alguém que tenha contraído doença transmitida pelo caramujo africano? Claro que não conhece, porque este molusco não causa doença nenhuma.
Ele também não destrói as matas como apregoam.
ISSO FOI UM GRANDE ESQUEMA CRIADO VISANDO ERRADICAR ESSA ESPÉCIE DO BRASIL.
E você sabe quem “forçou” o IBAMA a publicar uma Instrução Normativa ERRADICANDO essa espécie do Brasil? Se você respondeu que foi o Ministério da Saúde, errou!!!
FORAM OS CRIADORES DE ESCARGOT!!!
Isso porque o Caramujo Africano era uma opção de escargot mais fácil de criar, mais econômica, mais saborosa e mais nutritiva. E, possivelmente, com medo da concorrência eles criaram esse mito.
E passaram a chamá-lo de “caramujo” para associa-lo ao caramujo brasileiro transmissor da esquistossomose.
E TEM MAIS: O caramujo africano secreta uma substância altamente cicatrizante. Mas a pesquisadora que descobriu essa substância teve a patente negada pelo INPI, e não se sabe porque.
É de se estranhar que num país de famintos, as pessoas fiquem matando esse delicioso e nutritivo molusco jogando sal neles e enterrando-os. Além de ser um santo remédio!!!
TABELA 2 - Composição centesimal dos escargots das espécies Achatina fulica e Helix aspersa maxima
Água (%) Achatina: 82, Helix: 84,97
Proteínas (%) Achatina: 15, Helix: 12,35
Glícides (%) Achatina: 2, Helix: 0
Lípides (%) Achatina: 0,8, Helix: 0,56
Calorias/100 Achatina: 76, Helix: 80
Cálcio(mg) Achatina: 170, Helix: 170
Ferro(mg) Achatina: 3,5, Helix: 3,5
Magnésio(mg) Achatina: 250, Helix: 90
Zinco(mg) Achatina: 2,2, Helix: 2,2
Vitamina C (mg) Achatina: 15, Helix: 0
_______________
http://www.caviarmore.com/buy-caviar/french-escargot-achatines-28-oz..html
Nesse link acima você pode importar o Caramujo Africano enlatado, diretamente da França a preço de 17,50 dólares.
No Brasil só podemos matá-los jogando cal, queimando e enterrando. É a TEORIA DOS INSETOS, "NA LATA"!
http://www.blogdozurita.blogspot.com.br/2011/03/teoria-dos-insetos.html
---***---
TRAJETÓRIA
HISTÓRICA DO ACHATINA
(por
Mauro Zurita Fernandes)
1º - Alguns criadores
importam o Escargot Africano para iniciar a criação. A criação torna-se
bastante produtiva e bem competitiva perante os escargots europeus.
2ª - Em 1998 é criada a
Lei de Crimes Ambientais.
3º - No mesmo ano o IBAMA
cria a Portaria 102/98 que considerou ilegal a criação de animais exóticos sem
autorização, onde o Escargot Africano se enquadrava.
4º - Com medo de serem
multados os criadores de Escargot Africano se livram de suas criações soltando-os
na natureza.
5º - Em 2001 é criada uma
comissão interistiucional para ordenar e normatizar a criação do Escargot
Africano.
6º - Em 2004 o IBAMA de
São Paulo publica a Lei Estadual 11.756 proibindo a criação e comercialização
do Escargot Africano.
7º -
E, por fim, em 2005 o IBAMA/SEDE publica uma Instrução Normativa 73, proibindo
a criação e comercialização do Escargot Africano.
O
fato é que até hoje não se constatou nenhuma doença ou destruição causada pelo
Africano.
Tirem
vocês mesmos suas conclusões...
_______
Comissão interistiucional para ordenar e normatizar a criação do Escargot Africano.(2001)
“A presente Comissão conclui que a criação comercial de Achatina fulica é social e economicamente viável desde que conduzida segundo as diretrizes propostas de modo a não agredir o meio ambiente e preservar a saúde pública.”
A Comissão Interinstitucional é composta dos seguintes membros:
1- Dra Vera Lucia Lobão – Pesquisadora Científica VI - Centro de Pesquisas em Aqüicultura do Instituto de Pesca – Coordenadora da Comissão
2- Dr Hélcio Luis de Almeida Marques – Pesquisador Científico V - Diretor do Centro de Pesquisas em Aqüicultura do Instituto de Pesca
3- Dr Luiz Frosch – Biólogo Pesquisador – Setor de Ecossistemas - Área de Pesca e Aqüicultura – IBAMA/SP
4- Arnaldo Mauro Helmec – Engenheiro Sanitarista – Centro de Vigilância Sanitária – Secretaria da Saúde do Estado de São Paulo
5- Carlos Alberto Funcia – Engenheiro Agrônomo - Associação de Engenheiros Agrônomos do Estado de São Paulo
6- MSc. Sylvio Cesar Rocco – Biólogo Sanitarista – Mestre em Saúde Pública pela Faculdade de Saúde Pública/USP - Doutorando do Instituto Adolfo Lutz da Secretaria da Saúde do Estado de São Paulo e estagiário do Instituto de Pesca
7- Dr Pedro Pacheco – Professor Doutor – Heliciário Experimental da Faculdade de Medicina Veterinária e Zootecnia / USP
8- Dra Maria de Fátima Martins – Professora Doutora – Heliciário Experimental da Faculdade de Medicina Veterinária e Zootecnia / USP
9- Carlos Schmidt – Diretor da Cooperativa Agroindustrial de Escargots Cantareira
10- Maria Aparecida Benedita Bortolazzo – Bióloga – Assistente de Pesquisa Científica e Tecnológica do CPAqüi / Instituto de Pesca
11- Ruy Carlos S. Crescenti – Produtor Rural – Associação Paulista de Criadores de Escargot (APACE)
12- Ana Rita de Toledo Piza – Acadêmica de Ciências Biológicas da Universidade São Judas Tadeu e estagiária do Instituto de Pesca – secretária da Comissão
13- Tapir Lagui – Produtor Rural - Heliário JHS
14- Gilberto José da Cunha - Produtor Rural – Associação Paulista de Criadores de Escargot (APACE)
15- Claudia Terdiman Schaalmann – Bióloga – Departamento Estadual de Proteção de Recursos Naturais (DEPRN) – Secretaria do Meio Ambiente – mestranda do PROCAN / USP
16- Gerson Lopes Palhares – Engenheiro Agrônomo - Faculdades Integradas Cantareira.
__________________
ESSE É O AMBIENTALISMO BRASILEIRO!!!! Esse movimento social que há muito tem servido de instrumento legitimador de interesses econômicos pouco legítimos, se podemos chamar assim.
Mauro Zurita Fernandes - Geógrafo
http://www.redetec.org.br/inventabrasil/akatine.htm
Nesse link você lê sobre a descoberta da pomada cicatrizante.
http://translate.google.com/translate?hl=pt-BR&sl=en&u=http://en.scientificcommons.org/juliano_romanzini&sa=X&oi=translate&resnum=8&ct=result&prev=/search%3Fq%3DCarlos%2BGraeff%2BTeixeira%2Bfulica%26start%3D10%26hl%3Dpt-BR%26sa%3DNDom,%2010%20de%20Jun%20de%202007%201:39%20pmExibir%20op%E7%F5es%20da%20mensagemVer%20c%F3digo%20fonteUsar%20fonte%20de%20tamanho%20fixoDesativar%20quebras%20de%20linhas%22Mauro%20Zurita%20Fernandes%22%20%3Cmzfernandes@...%3EzuritageoOffline%20OfflineEnviar%20e-mail%20Enviar%20e-mail
Nesse enorme link acima você fica sabendo que o Caramujo Africano não causa as doenças de que o acusam.
http://taste.uol.com.br/news/templates/noticia.asp?idNoticia=3450
Nesse link você tem pratos requintados servidos em restaurantes, antes é claro, dessa farsa.
https://encrypted.google.com/url?sa=t&source=web&cd=3&ved=0CCoQFjAC&url=http%3A%2F%2Fxa.yimg.com%2Fkq%2Fgroups%2F17568192%2F995859686%2Fname%2FComiss%25C3%25A3o%2BInterinstitucional%2Bpara%2Bo%2BOrdenamento%2Be%2Ba%2BNormatiza%25C3%25A7%25C3%25A3o%2Bda%2BCria%25C3%25A7%25C3%25A3o%2Bda%2BEsp%25C3%25A9cie%2BEx%25C3%25B3tica.doc&ei=LhrFTZWnK4G3tgemkrymBA&usg=AFQjCNGuKlPFgFXON3TCkuN-vovS5zrijg
Nesse link acima você obtém um estudo completo do Achatina fulica que comprova sua excelente qualidade nutricional, textura e sabor, bem acima do tradicional escargot francês, entre outras comprovações científicas.
http://licenciamento.cetesb.sp.gov.br/legislacao/federal/inst_normativa/2005_Instr_Norm_IBAMA_73.pdf
Nesse link você obtém a Instrução Normativa 73/2005 do IBAMA, que proíbe a criação e comerialização do Achatina fulica.
Nos links abaixo você lê mais sobre esse assunto:
http://smtpilimitado.com/kennel/caracol2.pdf
http://projetocaramujoafricano.blogspot.com/2010/12/escargot-sem-preconceito.html
http://www.sovergs.com.br/conbravet2008/anais/cd/resumos/R1203-3.pdf
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